O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), anunciou em seu programa eleitoral de rádio e televisão a intenção de criar o Ministério da Prosperidade.

A proposta foi apresentada formalmente na reestreia de seu horário eleitoral gratuito nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, marcando o início da campanha para o segundo turno das eleições contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com o candidato, a nova pasta funcionará como uma "superpasta" ou "superministério social". O principal objetivo do órgão será unificar e gerenciar as frentes de transferência de renda e assistência com programas focados em autonomia financeira, capacitação profissional e incentivo ao empreendedorismo.

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Estrutura e Funcionamento do "Superministério"

A proposta que vem sendo desenhada pela equipe de campanha prevê que o Ministério da Prosperidade substitua o atual Ministério do Desenvolvimento Social. Além disso, a pasta deve aglutinar secretarias e competências atualmente espalhadas por outros ministérios, como:

  • Desenvolvimento Social
  • Trabalho e Emprego
  • Micro e Pequena Empresa
  • Secretarias de benefícios sociais e microcrédito

Segundo as diretrizes defendidas por Flávio Bolsonaro na televisão, a pasta será voltada para o cidadão que deseja "estudar, fazer curso, empreender, ter crédito, abrir o seu próprio negócio, crescer e prosperar".

A coordenação do formato institucional da nova estrutura está a cargo de Filipe Sabará (ex-integrante do governo de Tarcísio de Freitas em São Paulo), Daniella Marques (coordenadora econômica da campanha e ex-presidente da Caixa) e conta com a colaboração direta do influenciador Pablo Marçal, figura conhecida por adotar o conceito de "prosperidade" como lema.


O Futuro do Bolsa Família e a "Regra de Transição"Durante o pronunciamento, Flávio Bolsonaro rebateu as críticas de adversários políticos de que cortaria auxílios à população mais vulnerável.

O candidato assumiu publicamente o compromisso de manter e reajustar o Bolsa Família, bem como preservar outros programas consolidados, como o Minha Casa, Minha Vida e o Farmácia Popular.

"Para esse governo, Bolsa Família é o máximo. Para mim, é só o começo. Eu vou criar o Ministério da Prosperidade", declarou Flávio Bolsonaro.

O diferencial proposto pela campanha é a criação de um modelo de transição de renda: o beneficiário que conseguir um emprego de carteira assinada ou se formalizar como Microempreendedor Individual (MEI) não perderá o benefício social de forma imediata, mantendo a assistência financeira temporariamente para garantir estabilidade e autonomia na inserção ao mercado de trabalho.


Caixa Econômica e o Contraste com o Plano de Governo

Para financiar a concessão de crédito, microcrédito e as frentes de fomento ao empreendedorismo sob o guarda-chuva do novo ministério, o plano prevê dar uma função central à Caixa Econômica Federal, que passaria a ser utilizada estrategicamente como o "Banco da Prosperidade".

Apesar do forte destaque dado na propaganda de TV, analistas políticos apontam que a criação da pasta não consta formalmente nas diretrizes impressas do plano de governo protocolado pela campanha de Flávio Bolsonaro. 

Detalhes específicos de como a nova superpasta social será incorporada juridicamente à estrutura enxuta prometida pelo Executivo devem ser oficializados pela equipe técnica nos próximos dias.

FONTE/CRÉDITOS: Nixson Pedrosa