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Sociedade de Marília Gabriela com dono do Paris 6 pode acabar na polícia

Apresentadora e filhos investiram mais de R$ 1 milhão em rede de restaurantes e exigem receber aporte de volta

09/10/2021 às 05h38
Por: Imprensa Livre do Ceará Fonte: Leo Dias
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Marília Gabriela
Marília Gabriela

A apresentadora Marília Gabriela abriu um processo contra a rede Paris 6, de Isaac Azar. O motivo? O sumiço de mais de R$ 1 milhão de reais que a jornalista e os filhos, Cristiano e Theodoro Cochrane investiram na empresa responsável pela famosa cadeia de restaurantes.

Tudo começou em 2014, quando Cristiano Cochrane, filho mais velho da apresentadora, investiu R$ 375 mil na empresa H1 restaurantes e participações, responsável pelo Paris 6. Na época, Cristiano esperava receber, como resultado do aporte de capital, 5% dos lucros da firma, num prazo de 12 meses. Um negócio que parecia promissor, dada a expansão da rede.

Tão promissor que, um mês depois, a própria Marília resolveu investir mais R$ 375 mil na empresa, nas mesmas condições, e com a possibilidade de resgatar o valor aportado um ano depois. Na época, a jornalista ainda assumiu o lugar de Cristiano, que passou a parte que detinha na sociedade para a mãe. Mas ela não ficou sozinha no empreendimento: Teodoro Cochrane, outro filho da apresentadora, investiu mais R$ 375 na empresa, que passou a se chamar A1 Restaurante e Participações.

Mas o que parecia uma receita infalível num investimento de sucesso começou a desandar em 2015. Depois de uma reorganização das empresas dentro do grupo Paris 6, todos os investimentos passaram a ser de uma só empresa. E o H1 Restaurantes e Participações se tornou uma sociedade por ações. Isaac Azar foi eleito o diretor presidente da sociedade.

Em abril de 2021, Marília e o filho Theodoro quiseram receber de volta o valor investido na sociedade. Fontes da coluna dizem que Isaac se recusou a fazer a devolução. Além disso, negou aos sócios o acesso aos balanços financeiros do período entre 2017 e 2020. Na época, a empresa informou que as contas do período entre 2016 e 2018 estavam sendo revisadas, depois que foram identificadas algumas irregularidades na gestão de José Edgard, responsável pela administração do grupo no período. Ainda segundo a H1, os balanços financeiros de 2019 e 2020, que já eram da gestão do Isaac, também estavam sendo revisados.

 

Em maio de 2021, sem as respostas das tais revisões contábeis, Marília e Theodoro entraram com um processo pedindo para que a justiça determina que Isaac Azar mostre os balanços patrimoniais da sociedade. Em 30 de junho, o juiz mandou chamar os sócios do Paris 6 para que apresentassem os tais balanços, até porque, em trocas de e-mails entre as partes, percebeu-se que haviam valores descritos como “empréstimos” e ninguém nunca explicou o que seria isso.

No entanto, a defesa do Paris 6 não anexou ao processo nenhum documento do balanço patrimonial da companhia.

 

Insatisfeitos, Marília Gabriela e o filho, Theodoro, pedem que a justiça determine a exibição dos documentos, nem que seja de forma coercitiva. Ou seja: que o magistrado responsável pelo processo envie um oficial de justiça para retirar os documentos na empresa, numa operação que pode ter, inclusive, apoio da polícia.

A defesa do Paris 6

Os responsáveis pela rede Paris 6 se defenderam dizendo que aceitaram o resgate dos investimentos feitos por Marília Gabriela e Theodoro Cochrane, mas argumentaram que teriam até maio de 2022 para efetuar a devolução. Dizem, também, que Marília e Theodoro investiram no Paris 6 de Miami, e que também querem a devolução do aporte.

Ainda de acordo com a empresa, após o problema na gestão de José Edgard, a rede não está bem do ponto de vista contábil. Na época da administração citada, uma funcionária teria sido presa em flagrante por desviar dinheiro da H1. Os desvios teriam provocado as dificuldades financeiras no grupo.

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