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36% dos brasileiros dizem comer menos na pandemia; no Nordeste, são 56%

O número equivale a 76,25 milhões de pessoas, segundo a estimativa populacional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Dessas, 56% estão no Nordeste.

30/04/2021 00h11
Por: Imprensa Livre do Ceará Fonte: Poder 360
36% dos brasileiros dizem comer menos na pandemia; no Nordeste, são 56%

Durante a pandemia, 32% comem menos do que costumavam, e 4% relatam ter pulado refeições ou passado fome, de acordo com pesquisa PoderData realizada nesta semana (26).

O número equivale a 76,25 milhões de pessoas, segundo a estimativa populacional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Dessas, 56% estão no Nordeste.

Os números oscilaram dentro da margem de erro da pesquisa, de 2 pontos percentuais (para mais ou para menos), em relação ao final de março. O percentual se manteve em relação ao mês anterior.

A parcela de brasileiros com comida em casa e que se alimentam como sempre manteve-se em 44%, enquanto 18% dizem comer mais que antes da pandemia.

Esta pesquisa foi realizada no período de 26 a 28 de abril de 2021 pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Foram 2.500 entrevistas em 482 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

DESEMPREGO

A segurança alimentar ficou prejudicada principalmente entre os brasileiros desempregados ou sem renda fixa. Neste grupo, 49% têm se alimentado menos que de costume ou já deixaram de fazer alguma refeição.

O grau de instrução também acompanha o prejuízo na alimentação. Dos que têm só o ensino fundamental, 38% comem menos ou passam fome.

Em março de 2020, o governo federal aprovou um auxílio emergencial de R$ 600 reais por mês durante a crise. A proposta inicial era de R$ 200 reais. A partir de setembro, o valor foi reduzido pela metade, caindo para R$ 300 reais. No, o benefício foi descontinuado.

No começo de abril de 2021, começou a ser pago um novo auxílio, que varia de R$ 150 a R$ 375 reais.

 

 

Pesquisa PoderData revelou que 58% dos beneficiários do auxílio emergencial desaprovam o governo Bolsonaro.

DESTAQUES DEMOGRÁFICOS

O estudo destacou, também, os recortes para as respostas à pergunta sobre a percepção dos brasileiros em relação a alimentação na pandemia.

Quem mais teve a alimentação prejudicada

  • mulheres (40%);
  • os sem renda fixa (49%);
  • moradores da região Nordeste (56%);
  • pessoas de 25 a 44 anos (43%).

Quem mais conservou ou reforçou a alimentação

  • homens (70%);
  • quem recebe mais de 10 salários mínimos (93%);
  • moradores da região Sul (87%);
  • pessoas de 60 anos ou mais (75%).
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