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As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos foram iniciadas nesta segunda-feira (19/10). O processo já começou em estados como o Texas que, neste ano, pode romper o ciclo republicano na representação local.
Uma eventual mudança no Texas é vista como um indicativo do cenário nacional, que aponta para a perda da maioria de Donald Trump no Congresso do país. Além do Texas, Alasca, Arkansas, Connecticut, Carolina do Sul e Colorado também deram início ao processo.
As chamadas Midterms acontecem no segundo ano do mandato presidencial. Elas renovam a Câmara de Deputados e elegem senadores, além de representantes estaduais. Neste ano, serão renovadas todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, um terço dos senadores e governadores de 36 estados.
As eleições gerais acontecem, oficialmente, no dia 3 de novembro, mas alguns estados já deram início à votação antecipada.
Atualmente, a maioria dos políticos eleitos para a Câmara e para o Senado é do mesmo partido do presidente Donald Trump. Esse cenário de alinhamento favorece a política do norte-americano, que tende a ter poucos projetos barrados ou questionados pelo Congresso. Uma mudança neste cenário pode dificultar a governabilidade do líder republicano.

Eleições no Texas
Até o momento, a situação no Texas é a que mais chama a atenção de especialistas e da Casa Branca. O estado não elege um representante democrata desde 1994 e um senador do partido desde 1988. A hegemonia republicana, no entanto, dá sinais de provável enfraquecimento.
Ao longo das últimas três décadas, o Texas se consolidou como uma base sólida do Partido Republicano, elegendo governadores conservadores e enviando parlamentares do partido ao Congresso. A figura que desafia essa hegemonia, hoje, é James Talarico
O deputado estadual tem 37 anos e disputa uma vaga ao Senado pelo Texas. Apesar de Democrata, ele busca dialogar com apoiadores tradicionais do partido, eleitores independentes e republicanos frustrados com a política da legenda.
Na disputa direta com Talarico, está o republicano Ken Paxton. O candidato é procurador-geral do Texas e aliado de Donald Trump, que já declarou apoio ao republicano na disputa.
O presidente chegou a fazer três visitas ao estado, em uma tentativa de impulsionar a candidatura de Paxton, mas sem efeitos positivos observados nas sondagens feitas, até então, e que apontam o democrata como favorito para a disputa.
Eleições de meio de mandato
- As eleições de 3 de novembro vão definir o controle da Câmara dos Representantes e de parte do Senado;
- Todos os 435 assentos da Câmara estarão em disputa, além de 35 das 100 cadeiras do Senado;
- Atualmente, os Republicanos controlam as duas Casas, e uma derrota pode dificultar a aprovação da agenda legislativa de Trump;
- Se os Democratas conquistarem uma ou ambas as Casas, Trump enfrentará mais obstáculos para aprovar projetos;
- A oposição também poderá ampliar investigações sobre o governo, convocar autoridades e fortalecer a fiscalização do Executivo.
Teste para Trump
O cenário no Texas reflete o desgaste nacional de Trump, cuja aprovação está na faixa dos 30%, em meio à insatisfação com a economia, com a política externa e a atuação do governo em temas domésticos.
A inflação, o custo de vida, a alta dos combustíveis associada à guerra contra o Irã e a intensificação das operações migratórias do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) ampliam a insatisfação.
O conjunto de fatores ameaça a capacidade de Trump de mobilizar eleitores e impulsionar candidatos republicanos nas eleições de meio de mandato, que costumam refletir a avaliação popular do governo em exercício.
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Imprensa Livre do Ceará | Jornalismo Independente
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