FORTALEZA – O horizonte da capital cearense ganhou uma trilha sonora imponente no último sábado (26). Ocupando a extensão do Espigão da João Cordeiro, o Festival Cearense de Música Eletrônica provou que o gênero vive um momento de forte consolidação urbana na cidade.

Das 15h às 22h, centenas de pessoas preencheram o espaço público, resultando em lotação máxima e longas filas de acesso na orla.

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A proposta do evento uniu a paisagem natural da Beira-Mar às batidas marcantes de DJs, produtores e coletivos cearenses. O momento de transição da tarde para a noite serviu como moldura para as apresentações realizadas em formato Back-to-Back (B2B). 

Entre os principais nomes que comandaram as picapes estavam:

  • Aira e Vênus Nandi
  • Lola Garcia e De Farias
  • Luxxxas e Gemini
  • Isa e Jeri
  • Rennó e DDzin
  • Ruanzin e Lucas BMR
  • Valentino e Lucas Coelho 

O público pôde curtir de perto as performances integradas ao skyline de Fortaleza, embalado pela coincidência de um entardecer limpo e o surgimento da lua cheia sobre o mar. 

Sucesso de Público e Desafios de Estrutura

Por se tratar de um festival aberto e gratuito — mediante a retirada prévia de ingressos —, o espaço atingiu o limite de sua capacidade.

Nas redes sociais de portais locais muitos participantes elogiaram a vibe "surreal" do evento. Por outro lado, o fluxo massivo gerou gargalos na entrada, com relatos de filas desorganizadas e aperto na pista devido ao espaço restrito do píer.

"A proposta é incrível, mas mal dava para se mexer", comentou uma internauta.

A organização restringiu a entrada com bebidas particulares, operando com bares próprios na estrutura interna.

Solidariedade nas Pistas

Além do foco cultural de democratização do espaço público, o FCME destacou-se pelo impacto social. A edição deste ano funcionou em caráter solidário e arrecadou cerca de meia tonelada de alimentos não perecíveis. Os insumos serão totalmente repassados a uma instituição cearense voltada ao acolhimento e tratamento de mulheres vítimas de violência. 

Em entrevista, a produção do festival enfatizou o compromisso de unir o entretenimento à responsabilidade civil, trazendo relevância e novos significados para os pontos turísticos tradicionais da cidade. 

Próximos Passos

Após o sucesso de edições anteriores em locais fechados ou urbanos — como no Túnel Pintor Antônio Bandeira —, a ocupação da orla consolida o festival no calendário oficial da juventude fortalezense.

A organização já revelou uma parceria futura com a iniciativa Stratus Sounds e adiantou que novas datas e locais inusitados já estão sendo mapeados para os próximos meses de 2026. 


FONTE/CRÉDITOS: Nixson Pedrosa