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Funcionários dos Correios realizaram uma manifestação nesta quinta-feira (17) em frente à agência da Rua Conceição, no Centro de Juazeiro do Norte. O ato reuniu trabalhadores de Juazeiro, Crato e Brejo Santo e faz parte da greve nacional da categoria, iniciada na noite do último dia 10.
Com carro de som, os trabalhadores fizeram discursos e apresentaram críticas às medidas de reestruturação dos Correios e às condições de trabalho. Segundo Lourdinha Felix, representante sindical que participou da mobilização, entre as principais preocupações está a redução do número de trabalhadores nas unidades de distribuição.
Em entrevista ao M1, ela destacou que a categoria contesta um modelo que prevê redução significativa do efetivo de carteiros. Lourdinha citou como exemplo unidades com 30 trabalhadores que passariam a contar com 15; onde há 15, ficariam sete; e assim sucessivamente.
“Vai precarizar o atendimento à população. O sistema que eles estão criando de distribuição, ele é totalmente à parte com a realidade. Então eles partem de um pressuposto onde tem 30 carteiros fica com 15, onde tem 15 fica com 7, onde tem 7 fica com 3, onde tem 3 fica com 1, onde tem 1 fica com nada”, afirmou.
Outro ponto destacado durante a manifestação foi a possibilidade de fechamento de agências. Lourdinha afirmou que os trabalhadores denunciam a possibilidade de encerramento de atividades em cerca de mil unidades dos Correios. A categoria também critica a transferência de agências para prefeituras, sob a avaliação de que a medida pode comprometer a continuidade do serviço e o sigilo das correspondências.
“Nem sempre fica um funcionário da prefeitura concursado. Geralmente não é um servidor, é um indicado político e isso é muito ruim. É contra a Lei Postal”, completou.
Plano de saúde
A manutenção do plano de saúde está entre os principais motivos da greve. A paralisação foi deflagrada após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelos Correios durante as negociações do acordo coletivo. Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), o plano de saúde é um dos principais pontos de impasse.
Os trabalhadores também reivindicam, segundo Lourdinha, a manutenção de direitos previstos no acordo coletivo. Ela citou ainda o funcionamento dos sindicatos e outras medidas que, na avaliação da categoria, representam perda de direitos.
A greve segue por tempo indeterminado. Em decisão divulgada nesta semana, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 80% do efetivo dos Correios seja mantido em atividade durante a paralisação, considerando a natureza essencial do serviço. A decisão abrange áreas como atendimento, transporte, distribuição e demais setores necessários à continuidade da atividade postal.
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