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O deputado estadual em exercício e líder do governo Elmano de Freitas (PT) na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Guilherme Sampaio (PT) lamentou que parlamentares de oposição do PSDB não conseguiram se reeleger.
Sampaio, que ficou na terceira suplência da federação PT/PCdoB/PV, destacou nominalmente colegas como Antônio Henrique (PSDB), Cláudio Pinho (PSDB) e Heitor Ferrer (PSDB), que ficaram de fora da lista de eleitos. De sete deputados do PSDB, apenas Emilia Pessoa conseguiu se reeleger.
"Eu lamento muito, profundamente a não reeleição do deputado Antônio Henrique. A não reeleição do deputado Cláudio Pinho com quem travei grandes e bons debates, a não reeleição do deputado Heitor Ferrer, dentre outros", disse Guilherme.
O líder petista declarou que no lugar da atual bancada que liderou o "Café da Oposição", reunião semanal para tratar de temas do Ceará e articulação política, devem vir deputados da ala bolsonarista que se elegeram, segundo ele, com "fake news, exploração do medo e defesa de ditadura".
"Lamento, porque no lugar destes, que embora pensando diferente de mim, são pessoas com apreço pela democracia, talvez tenhamos no parlamento da Assembleia Legislativa gente que está ao lado de quem defende ditadura, gente que se elege fazendo fake news, se elege explorando medo da população", afirmou.
O PL elegeu seis deputados estaduais. Os dois mais votados, Tancredo dos Santos e Abreu Júnior se dizem "comandados" de André Fernandes. Tancredo disse em visita à Alece que votos ao PT são "doença".
Deputado diz ter sido ameaçado por facção
Antônio Henrique, ex-presidente da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) e atual deputado, alegou que um dos motivos para não ter consigo se reeleger foi por "conta da ameaça e impedimento de facções criminosas" em suas áreas de atuação.
O deputado chegou a chorar na tribuna da Alece ao falar da situação e também relatou casos de pessoas próximas que teriam sido obrigadas a retirar adesivos de apoio a sua campanha por ordem do crime.
Cláudio Pinho chegou a dizer que teve erros em sua campanha, mas que foi informado em grupos de Whatsapp sobre ameaças de facções.
Guilherme Sampaio comentou o caso dizendo que não havia ordem restrita a ameaças para candidatos da oposição citando o caso do vereador de Fortaleza e candidato a deputado federal Adail Júnior (PDT), apoiador da campanha de Elmano de Freitas, que teve sua casa alvejada por tiros.
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