Sem respostas do prefeito Evandro Leitão, a greve das professoras assistentes substitutas da Educação Infantil de Fortaleza completa nove dias nesta quarta-feira, 7 de outubro de 2026.

Organizada pelo Sindiute (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará), a paralisação cobra da Prefeitura de Fortaleza uma proposta concreta de valorização profissional e equiparação salarial. Segundo a categoria, as profissionais substitutas realizam as mesmas funções das efetivas nos Centros de Educação Infantil (CEIs), mas recebem menos da metade do salário.

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Sem Avanços nas Negociações

O movimento grevista teve início oficial no dia 28 de setembro, após uma reunião com a Secretaria Municipal da Educação (SME) e o secretário Ciro Mesquita terminar sem consenso.

Desde então, os profissionais têm realizado vigílias e assembleias na sede do sindicato para definir os rumos da mobilização.

A principal bandeira do movimento é o lema "Mesmo trabalho, mesmo salário". A categoria alega que o silêncio da gestão municipal prejudica diretamente o funcionamento das creches e o atendimento de milhares de crianças na capital cearense.

"Queremos trabalhar. Queremos estar com nossas crianças nas escolas e nos Centros de Educação Infantil. Nossa pauta é justa, mas precisamos de uma proposta na mesa", manifestou o Sindiute em suas redes sociais.

Resumo das Reivindicações

Pauta Principal Detalhes da Demanda Status da Gestão
Equiparação Salarial Fim da disparidade salarial entre assistentes substitutas e efetivas. Nenhuma proposta apresentada.
Valorização Profissional Reconhecimento dos direitos contratuais da categoria. Sem resposta oficial.
Diálogo com a SME Abertura de uma mesa de negociação efetiva com o secretário Ciro Mesquita. Reuniões anteriores terminaram sem avanços.

Uma audiência de negociação está agendada para esta quarta-feira (07/10), onde a categoria espera finalmente receber uma contraproposta da gestão de Evandro Leitão para pôr fim ao impasse e normalizar o calendário letivo.