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FORTALEZA – No segundo dia da greve das Assistentes da Educação Infantil substitutas de Fortaleza, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Município de Fortaleza (Sindiute) realizou uma nova mobilização com um alvo político estratégico: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A categoria, que cobra equiparação salarial e a garantia de direitos da carreira do magistério, direcionou palavras de ordem ao Palácio do Planalto demandando que o chefe do Executivo federal pressione diretamente o prefeito da capital cearense, Evandro Leitão (PT), a atender às solicitações do grupo.
Com gritos de “Lula cá, equiparação já!” e “Evandro Leitão, cumpra a lei do Lula!”, as profissionais ocuparam as ruas e redes sociais para evidenciar o desgaste gerado na base de apoio do próprio partido.
O movimento ocorre em meio a um momento político sensível, no qual o prefeito intensifica campanhas na rua reforçando sua parceria com o Governo Federal. Diante dessa proximidade, os trabalhadores exigem reciprocidade e uma resposta prática da gestão municipal para a valorização da Educação Infantil.
O impasse com a Prefeitura
A paralisação teve início após uma rodada de negociações entre o Sindiute e a Secretaria Municipal da Educação (SME) terminar sem uma proposta concreta por parte do município. Segundo a direção sindical, liderada pela presidenta Ana Cristina Guilherme, as assistentes substitutas cumprem as mesmas jornadas e desafios cotidianos que as profissionais efetivas, mas enfrentam defasagem na remuneração.
O lema defendido pelas manifestantes sintetiza a revolta da categoria: “Mesmo trabalho, mesmo salário. Equiparação salarial, já!”. Além do reajuste financeiro, o sindicato cobra o cumprimento integral de legislações nacionais voltadas ao magistério que protejam o segmento no município.
Impacto e desdobramentos
A ausência de avanço nas tratativas ameaça manter creches e unidades de Educação Infantil da rede municipal funcionando de forma parcial por tempo indeterminado. O Sindiute enfatiza que, embora mantenha a disposição para o diálogo, a categoria permanecerá mobilizada até que a Prefeitura de Fortaleza formalize uma proposta real que dê fim à disparidade salarial. Até o momento, o prefeito Evandro Leitão e o secretário da Educação, Ciro Mesquita, não apresentaram uma nova contraproposta oficial para encerrar o movimento grevista.
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