A ex-deputada federal indígena Silvia Waiãpi (PL-AP) protestou após ter sua candidatura à Câmara dos Deputados barrada pelo Partido Liberal (PL) no Amapá.
A exclusão ocorreu na convenção estadual.
O episódio envolveu os seguintes pontos de conflito:
O veto do partido:
A direção do PL alegou que a candidatura traria riscos jurídicos à chapa, já que Silvia foi condenada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por uso irregular de recursos de campanha (para um procedimento estético).
O partido temeu impugnações com base na Lei da Ficha Limpa.
O protesto da candidata: Durante a convenção partidária, Silvia Waiãpi gravou vídeos acusando a legenda de racismo estrutural e de silenciar uma mulher indígena.
Ela também acusou o pré-candidato ao Governo do Amapá, Dr. Furlan (PSD), de interferir em sua retirada da chapa e o criticou por ter nascido na Costa Rica.
Posicionamento jurídico: O PL Nacional, através do presidente Valdemar Costa Neto, emitiu um parecer afirmando que a condenação da ex-deputada implica inelegibilidade, justificando a medida para proteger os demais candidatos da chapa.
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