O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, barrou a tentativa de Alexandre de Moraes de usar o inquérito das "fake news" para investigar o ministro André Mendonça.

Na decisão proferida nesta sexta (04), Fachin determinou a retirada do pedido do âmbito desse inquérito (no qual Moraes é o relator).

O presidente do STF estabeleceu que a tramitação ocorra em um procedimento autônomo e ordenou que o caso seja anexado à ação que já analisa a crise e os indícios contra o próprio Moraes.

Resumo do conflito no STF

A acusação de Moraes: O ministro Alexandre de Moraes havia enviado a Fachin um pedido apontando "fortes indícios" de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de André Mendonça.

Moraes alegava que Mendonça usou as operações Sem Desconto e Compliance Zero de forma política e pessoal para tentar incriminá-lo.

A origem da crise: A investida de Moraes ocorreu dois dias após André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que expunha mensagens e contatos entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Mendonça defendeu levar o caso ao plenário para avaliar a inclusão de Moraes como investigado.

A posição de Fachin: Ao retirar a petição das mãos de Moraes no inquérito das fake news, Fachin evitou que o ministro controlasse a investigação contra o colega de Corte.

Fachin deu um prazo de cinco dias úteis para que Alexandre de Moraes, André Mendonça, o procurador-geral da República (Paulo Gonet) e o diretor-geral da PF (Andrei Rodrigues) apresentem explicações por escrito sobre o caso