A Coreia do Norte divulgou nesta terça-feira, 20, novas fotos do ditador Kim Jong-un, de 42 anos, após rumores de que ele teria morrido em decorrência de uma hemorragia cerebral se espalharem pelas redes sociais.

As imagens, publicadas pela imprensa estatal, mostram o líder norte-coreano visitando uma exposição de roupas e calçados em Pyongyang, na companhia da mulher, Ri Sol-ju, e da filha, Kim Ju-ae. De acordo com a agência estatal KCNA, a visita ocorreu na segunda-feira, 19. Ele havia sido fotografado pela última vez em 11 de outubro, durante uma cerimônia em um museu dedicado à indústria de defesa.

Os rumores começaram a circular após publicações do dissidente chinês Wanjun Xie, que vive nos Estados Unidos e se apresenta como presidente do Partido Democrático da China, organização proibida pelas autoridades chinesas. Sem apresentar provas, ele afirmou que Kim teria perdido a consciência depois de sofrer uma hemorragia cerebral e sido transferido às pressas para um hospital em Pequim, onde teria morrido. Xie também alegou que o corpo do ditador havia sido levado secretamente de volta à Coreia do Norte. O ativista já havia divulgado informações falsas sobre a suposta morte do presidente chinês, Xi Jinping.

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A mídia estatal norte-coreana divulgou fotos de Kim Jong Un logo após rumores de sua morte começarem a se espalhar online. (YONHAP/Divulgação)
A mídia estatal norte-coreana divulgou fotos de Kim Jong Un logo após rumores de sua morte começarem a se espalhar online. (YONHAP/Divulgação)

Não é a primeira vez que o estado de saúde do líder norte-coreano é alvo de especulações. Em 2020, seu desaparecimento temporário de eventos públicos alimentou rumores de que ele teria morrido após uma cirurgia cardiovascular. 

A preocupação com a saúde de Kim também está relacionada às incertezas sobre o futuro da dinastia que governa a Coreia do Norte há três gerações. O ditador, que assumiu o poder em 2011, apresenta fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como obesidade e tabagismo, segundo avaliações da inteligência sul-coreana.

A filha de Kim, de aproximadamente 13 anos, tem participado de um número crescente de eventos oficiais e é apontada por Seul como uma possível sucessora, embora não tenha sido formalmente designada para o cargo. Uma eventual mudança abrupta na liderança do país, que possui armas nucleares, poderia provocar instabilidade política e ampliar as tensões na região.

FONTE/CRÉDITOS: Veja