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Fortaleza ocupa a 6ª colocação entre as capitais brasileiras com o pior trânsito, de acordo com o mais recente relatório anual do TomTom Traffic Index. A capital cearense registrou um nível médio de congestionamento de 56,9%, o que faz com que os motoristas locais percam cerca de 121 horas por ano presos em engarrafamentos nos horários de pico.
Radiografia do Caos Urbano:
O Impacto do Trânsito em Fortaleza
O levantamento da TomTom utiliza dados globais de GPS para medir o tempo adicional que os condutores levam para completar seus trajetos em comparação a cenários de fluxo livre.
Em Fortaleza, a velocidade média nos horários mais críticos cai drasticamente, impactando a economia local e a qualidade de vida da população.
Segundo o relatório, o período mais problemático na capital cearense ocorre no final da tarde, quando o nível de lentidão chega a atingir picos severos. Esse atraso crônico gera um desgaste severo nos veículos e eleva consideravelmente o consumo de combustível dos motoristas.
O Ranking da Mobilidade no BrasilA tabela abaixo apresenta o panorama completo das capitais brasileiras analisadas pelo TomTom Traffic Index, organizadas da mais congestionada para a de melhor fluxo:
| Posição | Capital | Nível de Congestionamento Médio | Tempo Perdido no Pico (Anual) |
|---|---|---|---|
| 1º | Recife (PE) | 64,7% | 130 horas |
| 2º | Porto Alegre (RS) | 59,6% | 125 horas |
| 3º | Belo Horizonte (MG) | 58,6% | 130 horas |
| 4º | São Paulo (SP) | 58,5% | 132 horas |
| 5º | Rio de Janeiro (RJ) | 57,8% | 92 horas |
| 6º | Fortaleza (CE) | 56,9% | 121 horas |
| 7º | Curitiba (PR) | 54,0% | 135 horas |
| 8º | Salvador (BA) | 47,6% | 81 horas |
| 9º | Brasília (DF) | Menor índice do painel | 58 horas |
(Fontes dos dados: CNN Brasil e TomTom)
Detalhes das Cidades no Topo do Ranking
Recife (PE): Lidera o ranking nacional de lentidão. A capital pernambucana sofre com gargalos estruturais e limitações geográficas que estrangulam o fluxo de veículos.
Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG): Ocupam o segundo e o terceiro lugar. Ambas registram médias de congestionamento encostadas na casa dos 59%.
São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ): Apesar de possuírem as maiores frotas do país, aparecem logo em seguida. O motorista paulistano é o segundo que mais passa tempo parado cumulativamente no pico (132 horas).
Curitiba (PR): Curiosamente, mesmo figurando em 7º lugar em lentidão média (54%), é a cidade onde os motoristas perdem o maior volume de horas brutas por ano (135 horas) devido à extensão temporal dos seus picos de tráfego.
Especialistas em engenharia de tráfego apontam que a posição de Fortaleza acende um alerta para a necessidade de investimentos contínuos em transporte público de alta capacidade e infraestrutura cicloviária, alternativas cruciais para reduzir o volume de automóveis particulares nas ruas nos horários de maior concentração de viagens.
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Imprensa Livre do Ceará | Jornalismo Independente
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