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O preço médio do gás de cozinha (GLP) subiu 3% em Fortaleza e 1,9% no Ceará, conforme o levantamento de preços da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Na semana de 25 a 31 de outubro, o botijão na Capital passou de R$ 106,18 na semana anterior para R$ 109,40. No Estado, valor médio subiu de R$ 112,60 para R$ 114,70. No Brasil, o GLP variou 0,1%, enquanto no Nordeste a variação foi de 0,4%.
Com o reajuste, o Ceará figura como o quarto estado com o GLP mais caro do Nordeste e ocupa a nona posição entre os menores preços do País.
Ranking do preço do GLP no Nordeste
- Maranhão: R$ 131,44
- Bahia: R$ 117,35
- Rio Grande do Norte: R$ 116,20
- Ceará: R$ 114,70
- Sergipe: R$ 111,65
- Piauí: R$ 111,45
- Paraíba: R$ 109,26
- Alagoas: R$ 106,64
- Pernambuco: R$ 105,22
Ranking nacional por capitais
- Boa Vista (RR): R$ 142,36
- São Luís (MA): R$ 137,36
- Palmas (TO): R$ 135,00
- Manaus (AM): R$ 128,86
- Macapá (AP): R$ 127,46
- Rio Branco (AC): R$ 124,20
- Porto Velho (RO): R$ 123,90
- Florianópolis (SC): R$ 123,78
- Cuiabá (MT): R$ 123,49
- Porto Alegre (RS): R$ 120,79
- Belém (PA): R$ 120,23
- São Paulo (SP): R$ 119,63
- Salvador (BA): R$ 119,44
- Natal (RN): R$ 117,62
- Campo Grande (MS):R$ 115,29
- Goiânia (GO): R$ 115,26
- Belo Horizonte (MG): R$ 112,56
- Curitiba (PR): R$ 112,38
- Fortaleza (CE): R$ 109,40
- Aracaju (SE): R$ 108,40
- Brasília (DF): R$ 107,80
- Teresina (PI): R$ 107,74
- João Pessoa (PB): R$107,50
- Maceió (AL): R$ 107,19
- Vitória (ES): R$ 103,66
- Recife (PE): R$ 102,19
- Rio de Janeiro (RJ): R$ 99,16
Dólar e impostos impulsionam alta
De acordo com Ricardo Pinheiro, consultor em energia e combustíveis, o GLP nacional é quase todo importado. Isso expõe o preço final a duas variáveis principais: a cotação do petróleo no mercado internacional e a valorização do dólar frente ao real.
No caso do dólar, a moeda disparou logo após o segundo turno das eleições presidenciais, saltando de R$ 5 para R$ 5,60. Para Pinheiro, o aumento é brusco e impacta no custo dos combustíveis que são pagos em reais.
“Teve o impacto do dólar subindo, o impacto do preço em dólar subindo. Tudo isso gera um volume tão alto de aumentos quando se converte no real, que a Petrobras não consegue segurar”, afirma
O consultor explica que a Petrobras vem tentando segurar os aumentos para que não sejam tão impactantes e que os subsídios do Governo não são suficientes para conter o aumento.
Outra pressão sobre os preços decorreu das discussões entre as secretarias estaduais de Fazenda sobre tributação. Houve reajustes nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que aumentará os impostos relacionados aos combustíveis.
“O GLP é extremamente impactado justamente por ele ser um dos derivados de petróleo que o Brasil produz muito pouco, então acaba sendo extremamente mais impactado”, conclui.
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