O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está desenvolvendo uma nova metodologia para incluir estimativas do mercado de drogas ilícitas no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, com os primeiros resultados previstos para 2028. 

A medida faz parte da revisão periódica do Sistema de Contas Nacionais (SCN), realizada a cada dez anos. 

📌 Por que o IBGE vai incluir o mercado ilegal?

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  • Ajuste aos padrões internacionais: O IBGE está seguindo as diretrizes do Eurostat e de organismos internacionais. Países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Espanha já incluem estimativas de atividades ilícitas em seus PIBs há anos. 
  • Mensuração econômica real: O objetivo não é legalizar o tráfico ou medir a criminalidade, mas sim mapear fluxos financeiros reais. Como o comércio de drogas movimenta bilhões em produção, consumo e emprego informal, deixá-lo de fora distorce a real dimensão da economia do país. 
  • Critério da Transação Voluntária: Para fins de contabilidade nacional, uma transação econômica ocorre quando há um acordo voluntário de compra e venda entre duas partes (mesmo que o produto seja ilegal). Por esse motivo, crimes como roubos e furtos continuam fora do PIB, já que envolvem transferência forçada de patrimônio. 

📊 Como será feito o cálculo?

Como não existem notas fiscais ou dados oficiais do tráfico, o IBGE usará metodologias indiretas baseadas em cruzamento de dados, considerando:

  1. O número estimado de usuários no país.
  2. O consumo médio por pessoa.
  3. Os preços médios praticados no mercado ilegal. 

Além do mercado de drogas ilícitas, o instituto também planeja integrar dados sobre o mercado de apostas (bets) nas revisões metodológicas das contas nacionais.