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As principais fontes de proteína do dia a dia ficaram mais caras em Fortaleza nos últimos 12 meses, contrariando tendências nacionais e liderando a pressão sobre o bolso do consumidor local.
Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o custo da carne bovina, do frango e do pescado subiu significativamente na capital cearense.
O avanço dessas proteínas impulsionou a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) a registrar a maior prévia da inflação acumulada do Brasil em 2026, atingindo a marca de 4,47% entre janeiro e setembro através do índice IPCA-15.
A Escalada dos Preços nas Prateleiras
Enquanto em outras capitais brasileiras alguns itens registraram alívio, o consumidor fortalezense enfrentou reajustes simultâneos nas principais opções de carne:
Carnes Bovina e Suína: Acumularam uma forte alta média de 11,1% no período. Cortes tradicionais como o coxão duro e o coxão mole já vinham em uma sequência ininterrupta de aumentos há mais de seis meses nos supermercados da capital.
Pescados: Diferente de outros períodos do ano, o preço dos peixes e frutos do mar subiu 7,5% em Fortaleza.
Frango Inteiro: Registrou alta de 5,5% na cidade. Esse movimento chamou a atenção dos analistas por ir na contramão do restante do país, já que a média das outras capitais pesquisadas pelo IBGE apontou uma queda de 3,3% no preço do frango.
Variação acumulada de preços em Fortaleza (Últimos 12 meses)
┌───────────────────────┬───────────┐
│ Proteína │ Variação │
├───────────────────────┼───────────┤
│ Carnes (Média geral) │ ▲ 11,1% │
│ Pescados │ ▲ 7,5% │
│ Frango Inteiro │ ▲ 5,5% │
└───────────────────────┴───────────┘
Logística e Exportações Explicam a Alta
De acordo com economistas locais, dois fatores principais sustentam essa inflação diferenciada no Ceará: o custo logístico e o mercado externo.
Grande parte dos insumos utilizados na produção avícola e pecuária, bem como as próprias mercadorias, vêm de regiões distantes do país.
Com o preço dos combustíveis em alta em 2026, o valor do frete acaba sendo integralmente repassado para o preço final nas gôndolas. Somado a isso, o cenário de forte volume de exportações brasileiras de carne bovina e de frango reduz a disponibilidade interna do produto, forçando os preços para cima dentro do estado.
O Malabarismo do Consumidor
Para quem pesquisa e abastece a dispensa, a sensação é de orçamento estourado. O custo elevado das proteínas impacta diretamente o valor da cesta básica na capital que, embora apresente oscilações sazonais, segue como a mais cara de todo o Nordeste.
Comer fora de casa também virou artigo de luxo:
o segmento de alimentação em restaurantes e lanchonetes acumulou alta de mais de 7% em Fortaleza, colocando a cidade com a segunda maior inflação do país nesse tipo de serviço.
Como Fugir dos Aumentos?
Especialistas em finanças domésticas orientam o consumidor a mapear os ciclos de preços. A recomendação é reestruturar o cardápio da semana substituindo os cortes vermelhos mais caros por alternativas como o ovo de granja ou por cortes de frango resfriado em pedaços, que costumam entrar em oferta em dias específicos da semana nos supermercados.
Além disso, realizar pesquisas entre diferentes redes varejistas pode gerar economias profundas, já que o Procon Fortaleza aponta variações expressivas de preços de um estabelecimento para outro na capital.
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Imprensa Livre do Ceará | Jornalismo Independente
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