O amor de Elton John pelos brasileiros foi retribuído. Ao longo do dia, camisas do LA Dodgers com o número 1 nas costas, óculos oversized em formatos de estrelas e corações, além de muitas lantejoulas e glitter começaram a surgir em grandes quantidades pelo festival.

O público brasileiro cantou com emoção desde a primeira música “Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding”, canção composta por ele para o próprio funeral.

Dono de um repertório invejável, ele alternou com habilidade canções românticas com sucessos mais dançantes.

As sequências de “Tiny Dancer”, “Sacrifice”, “Honky Cat” e “Rocket Man”, e de “Candle in the Wind”, “Goodbye Yellow Brick Road”, “Sad Songs (Say So Much)” e “Don’t Let the Sun Go Down on Me” foram arrebatadoras.

 Há músicos pop com fortunas e mansões em Hollywood Hills que não compuseram sequer uma canção deste quilate, quanto mais 8 como essas. Elton John dedicou “Crocodile Rock” ao público brasileiro, que cantou sorrindo a parte do “lalalala”.

Os arranjos, no geral, obedeceram as gravações originais, com exceção de “Cold Heart”, que foi executada na versão eletrônica com Dua Lipa. O músico foi acompanhado por Davey Johnstone, Nigel Olsson, Ray Cooper, John Mahon, Kim Bullard e Matt Bissonette, cujas idades somadas dão mais de 430 anos de bons serviços prestados à música pop.

Tudo terminou, como não poderia deixar de ser, com “Your Song”. Se Elton John se sentia em dívida com os brasileiros, ela foi quitada.