Dentre os parlamentares já eleitos neste domingo (4) para o Senado Federal, ao menos 32 defendem publicamente o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Senado era um dos principais alvos da direita bolsonarista nas eleições deste ano, que elegeu como prioridade formar uma bancada grande o suficiente para eleger um presidente da Casa e destravar um dos cerca de cem pedidos de impeachment que esperam na gaveta de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) Esses 32 senadores eleitos hoje se somam aos 17 que já estão no Senado e defendem o impeachment de ministros da Corte, segundo levantamento feito pela equipe da coluna.

Com a nova composição, a chamada “bancada do impeachment” passa a ter 49 integrantes, a maioria do PL.

O grupo será capitaneado por figuras como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), Carlos Bolsonaro (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS). O resultado vai além do que o próprio STF já previa em seus monitoramentos internos, como mostramos no blog, mas está em linha com o que as pesquisas de opinião apontavam nos últimos dias.

Em julho, pesquisas internas do Supremo apontavam que a bancada “pró-impeachment” poderia alcançar aproximadamente 40 das 81 cadeiras. Em dezembro do ano passado, o ministro Gilmar Mendes deu uma decisão aumentando de 41 para 54 o quórum necessário para apear do cargo um ministro da Suprema Corte.

 A polêmica decisão modificou o que estava previsto na Lei do Impeachment, que determinava a aprovação da denúncia por maioria simples. __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Matéria completa no nosso portal de notícias…