O fim da escala 6x1 — aprovado pelo Senado em outubro de 2026 — deve elevar os gastos com pessoal do varejo em até 22%, segundo estimativas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV).

Principais impactos e desafios para o setor

• Aumento de custos e margens apertadas: Entidades como o IDV, a FecomercioSP e a Abrasel apontam que a necessidade de cobrir horas e manter o atendimento ao público exigirá a contratação de mais funcionários ou a reorganização de escalas, pesando mais sobre supermercados, farmácias e pequenos varejistas. 

• Repasse de preços: Analistas financeiros estimam que entre 20% e 45% dos custos adicionais poderão ser repassados aos consumidores finais, com impacto projetado entre 0,05 e 0,12 ponto percentual no IPCA.

• Cronograma de transição: A redução da jornada de 44 para 40 horas semanais será gradual

• 60 dias após a promulgação: o limite cai para 42 horas semanais, garantindo duas folgas remuneradas.

• 1 ano após a primeira etapa: a jornada máxima passa oficialmente a 40 horas semanais.

• Estratégias das empresas: Para mitigar os impactos, o setor aposta na negociação coletiva com sindicatos, no uso de banco de horas, escalas com folgas móveis, contratos intermitentes e em maiores investimentos em automação e produtividade.