Uma nova queda das ações da SpaceX nesta segunda-feira reduziu a fortuna de Elon Musk em mais de US$ 20 bilhões (R$ 100 bilhões), fazendo com que seu patrimônio líquido ficasse abaixo da marca de US$ 700 bilhões (R$ 3,5 trilhões) apenas um mês depois de Musk se tornar o primeiro trilionário do mundo.

As ações da SpaceX caíram 4,8%, para cerca de US$ 109,50 (R$ 547,50), às 10h50 (horário da Costa Leste dos Estados Unidos) desta segunda-feira, ampliando a queda de 50% desde o recorde histórico registrado em 16 de junho.

Musk, cuja participação na SpaceX inclui 4,8 bilhões de ações e outras 350 milhões de opções de compra de ações, viu sua fortuna encolher US$ 29,5 bilhões (R$ 147,5 bilhões), para US$ 695,7 bilhões (R$ 3,4785 trilhões). Ainda assim, ele segue com ampla vantagem como a pessoa mais rica do mundo, à frente dos cofundadores do Google, Larry Page, com US$ 268,5 bilhões (R$ 1,3425 trilhão), e Sergey Brin, com US$ 247,1 bilhões (R$ 1,2355 trilhão).

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A última vez que a fortuna de Musk encerrou um pregão abaixo de US$ 700 bilhões (R$ 3,5 trilhões) foi em 18 de dezembro de 2025, quando somava US$ 680,6 bilhões (R$ 3,403 trilhões).

A desvalorização das ações da SpaceX ocorre mesmo após o lançamento de teste bem-sucedido do foguete Starship na sexta-feira, enquanto Wall Street pareceu adotar uma postura cautelosa antes do teste. Em relatório divulgado no início da semana, o analista Seth Seifman, do JPMorgan, escreveu que haveria “muito a ser analisado” no mais recente lançamento da Starship, embora o banco espere uma combinação de avanços e contratempos ao longo de dezenas de novos lançamentos previstos até 2027.

Uma tentativa de lançamento da Starship abortada em 16 de julho também pressionou as ações da SpaceX e reduziu a fortuna de Musk em mais de US$ 45 bilhões (R$ 225 bilhões), levando seu patrimônio para abaixo de US$ 800 bilhões (R$ 4 trilhões).

Declaração

“(Ex-) trilionário”, escreveu Musk na rede social X na semana passada, em uma aparente referência à queda de sua fortuna nas últimas semanas.

O que observar

O mercado acompanhará se as ações da SpaceX cairão abaixo de US$ 100 (R$ 500). Analistas do Morgan Stanley escreveram na sexta-feira que esse patamar indicaria que os investidores não atribuem valor ao negócio de inteligência artificial da fabricante de foguetes. Ainda assim, segundo os analistas, alguns investidores já atribuem “valor zero ou negativo” a essa divisão, à medida que a empresa acelera os gastos com projetos espaciais e conectividade, em meio a uma economia considerada amplamente incerta.

Número-chave

Cerca de US$ 750 bilhões (R$ 3,75 trilhões). Esse é o montante que a fortuna de Musk já perdeu desde o pico de US$ 1,45 trilhão (R$ 7,25 trilhões), registrado em 16 de junho. Desse total, cerca de US$ 116 bilhões (R$ 580 bilhões) decorrem da decisão da Forbes de retirar do cálculo as opções de ações da Tesla com base nas novas condições de aquisição de direitos (vesting) acordadas entre Musk e a montadora.

Contexto

Ao longo de 2025, Musk alcançou diversos marcos em sua fortuna, culminando no status de trilionário após a oferta pública inicial (IPO) da SpaceX no mês passado. Ele ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 700 bilhões (R$ 3,5 trilhões) em dezembro, poucos dias depois de superar os US$ 600 bilhões (R$ 3 trilhões), e atingiu US$ 800 bilhões (R$ 4 trilhões) em fevereiro.

A queda das ações da SpaceX, que já dura cerca de um mês, ocorre apesar do otimismo demonstrado por analistas, entre eles Dan Ives, ex-analista da Wedbush Securities, que afirmou que a fabricante de foguetes de Musk está “bem posicionada para se tornar uma grande provedora de infraestrutura em escala” nas áreas de conectividade, lançamentos espaciais e infraestrutura de inteligência artificial.

Outros analistas destacaram o potencial da Starship. Gavin Parsons, analista do UBS, escreveu que o lançamento mais recente foi importante porque tinha como objetivo validar capacidades exigidas da plataforma de lançamento do foguete, incluindo a capacidade de reacender os motores do propulsor (booster).

FONTE/CRÉDITOS: Forbes Brasil