Alheio ao abalo sísmico que o apoio do PL à sua pré-candidatura ao governo do Ceará causou em âmbito nacional, tanto no partido quanto na organização da oposição ao governo Lula como um todo, Ciro Gomes (PSDB) tem reforçado dobradinha com figuras políticas conservadoras conhecidas na região Nordeste em torno de temas caros à direita.

Ele reorganiza a oposição contra seu ex-aliado PT no estado — indicando que, pelo menos da parte de seu grupo político, a aliança com o PL é algo consumado para tentar impedir a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). A estratégia caminha paralelamente à sinalização de Ciro de eventual apoio a Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão) à Presidência da República.

Nas redes sociais, Ciro faz diversas publicações diárias bem produzidas, em ritmo de campanha eleitoral. Nem uma única palavra ou vídeo sobre a polêmica envolvendo a ruptura entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro.

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Uma peça-chave nas divergências entre Michelle e Flávio envolve justamente o Ciro: foi causada pela recusa da esposa do ex-presidente em aceitar a aliança regional com o até então adversário político. A aliança foi fechada com a benção de Flávio, de acordo com o que a própria Michelle afirma em vídeo publicado por ela no dia 24 de junho. 

Questionado por jornalistas no dia seguinte, ao sair de um evento de pré-campanha em Fortaleza, Ciro afirmou: “Não vi o vídeo e nem vou ver. É uma questão do PL nacional e envolve coisas muito mais complexas do que a nossa paróquia aqui. Eu sigo aqui tranquilo. O eixo do nosso entendimento aqui é um projeto de emancipação do Ceará que nós consideramos que está sendo muito mal tratado", disse.

FONTE/CRÉDITOS: Gazeta do Povo