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A morte de Renato Russo (1960-1996) completa 30 anos neste domingo (11). O líder da Legião Urbana morreu em 11 de outubro de 1996, aos 36 anos, no Rio de Janeiro. Ao longo de 2026, o cantor ganhou homenagens em festivais, livros e shows pelo país, do Rock in Rio a uma escola de música em frente à quadra onde cresceu, em Brasília.
A Billboard Brasil reuniu os principais tributos do ano.
A irmã na estrada
Um dos tributos mais pessoais do ano roda o Brasil desde o início de 2026. No show “Meu Irmão Renato Russo”, o cantor Nilson Jr. interpreta os clássicos da Legião, enquanto Carmem Manfredini, irmã de Renato, divide com o público lembranças de quem conviveu com ele desde a infância.
Entre uma canção e outra, Carmem conta histórias de bastidores, da infância e dos processos criativos do irmão. A mãe dos dois, Maria do Carmo, também aparece nessas memórias, como uma figura decisiva na formação de Renato como pessoa e como artista.
A agenda da turnê é divulgada no perfil oficial do espetáculo no Instagram.
Dado e Bonfá juntos de novo
Em agosto, os dois integrantes vivos da formação clássica da Legião voltaram a dividir o palco. No domingo (23), Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá tocaram na íntegra o álbum “Dois” (1986) no C6 no Rock, festival realizado na área externa do Auditório Ibirapuera, em São Paulo.
O gancho do show eram os 40 anos do disco, que reúne “Índios”, “Eduardo e Mônica”, “Quase Sem Querer” e “Tempo Perdido”. No ano em que a morte de Renato Russo completa três décadas, o encontro ganhou outro peso.
A apresentação também marcou a volta da dupla depois do último projeto deles juntos, a turnê “As V Estações”, que terminou em 2024.
Nos vocais esteve André Frateschi, que acompanha a dupla desde as turnês da última década, e o baixo ficou com Mauro Berman.
Dado Villa-Lobos no Rock in Rio
Menos de duas semanas depois, Dado voltou ao palco para homenagear o amigo. Na sexta-feira (4 de setembro), primeiro dia do Rock in Rio, o Capital Inicial fechou o Palco Sunset ao lado do guitarrista da Legião. No palco, o vocalista Dinho Ouro Preto anunciou que o show era uma homenagem aos 30 anos da morte de Renato Russo.
O encontro tem raiz no rock de Brasília. Renato fez parte do Aborto Elétrico, banda punk da capital. Quando o grupo acabou, ele criou a Legião, e os irmãos Fê Lemos e Flávio Lemos fundaram o Capital.
O repertório teve “Será”, “Geração Coca-Cola”, “Quase Sem Querer”, “Tempo Perdido” e “Que País É Esse”, ao lado de sucessos do Capital como “Fátima”, “Veraneio Vascaína” e “Natasha”.
Foi o décimo show do Capital Inicial no Rock in Rio e o primeiro no Sunset. Já a Legião, com Renato Russo, nunca tocou no festival. Em 2011, o evento fez um concerto sinfônico com o repertório da banda no Palco Mundo.
Urbana Legion na estrada
Na mesma noite, em São Paulo, a Urbana Legion apresentou na Audio o show “30 Anos | Para Sempre Renato Russo”, que segue em turnê pelo país.
A banda é formada por Egypcio nos vocais, Helena Papini no baixo, PG na bateria e Marcão Britto na guitarra. Na temporada de 2026, Léo Rota assumiu a guitarra no lugar de Britto, que está em turnê com a própria banda.
Os integrantes têm passagens por grupos como Tihuana, Cali, Francisco el Hombre, Charlie Brown Jr. e Sacramento. O roteiro do show mistura clássicos e lado B, como “Tempo Perdido”, “Índios”, “Daniel na Cova dos Leões” e “Plantas Embaixo do Aquário”.
A banda também tem no currículo “Apóstolo São João”, música inédita de Renato Russo. A letra foi cedida por Giuliano Manfredini, filho do cantor, e a faixa saiu em 2017.
Outubro de tributos
A semana do aniversário de morte trouxe novidades também nas livrarias. A astróloga e jornalista Mariana Candeias, a Piky, lançou no Rio e em São Paulo um livro que lê a discografia da Legião pelo mapa astral do cantor. Já “Discobiografia Legionária”, de Chris Fuscaldo, ganhou versão em audiobook.
Neste domingo (11), às 17h, a cantora Célia Porto se apresenta com o Rênio Quintas Trio na Escola de Música Mi Fá Sol Lá, na 503 Sul, em Brasília. O endereço fica em frente à quadra onde Renato Russo morou e cresceu.
Célia gravou um disco só com canções de Renato, e Rênio, seu marido e diretor musical, acompanhou a trajetória do cantor de perto. “Nos meus shows nunca pode faltar o Renato Russo, pois ele fez parte da minha história”, disse a cantora ao “Correio Braziliense”.
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Imprensa Livre do Ceará | Jornalismo Independente
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