A conta de luz continuará com cobrança adicional em agosto. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela pelo quarto mês consecutivo, repetindo o cenário de maio, junho e julho.

Na prática, não haverá aumento no valor da bandeira em relação ao mês passado. O consumidor, porém, seguirá pagando R$ 1,885 a mais a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A cobrança deixa a conta mais cara do que seria com a bandeira verde, que não tem acréscimo.

Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira amarela reflete condições menos favoráveis para a geração de energia durante o período seco.

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Com menos água nos reservatórios das hidrelétricas, aumenta a necessidade de acionar usinas termelétricas. Essas unidades produzem energia a um custo mais alto, porque dependem da queima de combustíveis.

Quanto será cobrado a mais

O valor adicional varia de acordo com o consumo registrado no mês. Uma residência que gastar 200 kWh, por exemplo, terá acréscimo de R$ 3,77 pela bandeira amarela.

Veja outros exemplos:

  • Consumo de 100 kWh: R$ 1,89 a mais
  • Consumo de 200 kWh: R$ 3,77 a mais
  • Consumo de 300 kWh: R$ 5,66 a mais
  • Consumo de 500 kWh: R$ 9,43 a mais

Esse acréscimo se soma à tarifa normal de energia e aos demais encargos e tributos que compõem a fatura. Por isso, a variação no valor final da conta também depende do consumo de cada imóvel e das tarifas praticadas pela distribuidora local.

Como funcionam as bandeiras tarifárias

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa mensalmente as condições e os custos da geração de energia no país.

A bandeira verde indica condições favoráveis e não gera cobrança adicional. A amarela sinaliza aumento nos custos de produção. Já as bandeiras vermelhas, divididas nos patamares 1 e 2, representam situações mais caras e acrescentam valores maiores à conta.

Em agosto, a bandeira permanecerá amarela durante todo o período de consumo considerado pelas distribuidoras. A definição para setembro será divulgada pela Aneel no fim deste mês.

FONTE/CRÉDITOS: Veja