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O senador Flávio Bolsonaro (PL) acusou a Globo de não lhe dar direito de resposta em reportagem exibida pelo Fantástico neste domingo (1º). Segundo o político, a emissora não aceitou sua condição de conceder uma entrevista que fosse exibida na íntegra, sem cortes. "Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com medo, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação", escreveu o filho de Jair Bolsonaro. 

Durante a edição do dominical, o público acompanhou uma reportagem sobre os momentos que antecederam a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos após a derrota nas eleições presidenciais do dia 25, além do trajeto percorrido pelo senador até o país. 

No trecho final da reportagem, a Globo apresentou o posicionamento de Frederick Wassef, advogado do senador. Ele alegou que "nenhuma informação sobre a viagem do senador é oficial ou foi confirmada" e negou que tenha ocorrido uma fuga. 

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Flávio Bolsonaro, por sua vez, já havia se manifestado antes mesmo de o material ir ao ar. "Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante", declarou. 

Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com medo, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação.

"Não saí do Brasil, saí pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras", continuou. 

Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do [ex] Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão -- sem ter cometido crime algum -- e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre. Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial.

"Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juiz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta. Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer que as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você."

"Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: 'Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Direitos Humanos.' (Cristiano Zanin, em 7/ago/2016). Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil", finalizou.

FONTE/CRÉDITOS: Notícias da TV / MSN