O PL oficializou neste sábado (1º/8), durante convenção estadual em Curitiba, a candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Paraná. A legenda também confirmou o empresário Edson Vasconcelos (PL) como candidato a vice-governador.

Na disputa pelas duas vagas ao Senado, a chapa terá o deputado federal Filipe Barros (PL) e o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo).

Moro entra na disputa como um dos favoritos ao Palácio Iguaçu e lidera as pesquisas de intenção de voto. Os principais adversários são Requião Filho (PDT), que terá o apoio do PT, e Sandro Alex (PSD), candidato apoiado pelo governador Ratinho Junior (PSD), com o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) como vice.

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Além do PL, a candidatura do ex-juiz da Lava Jato conta, até o momento, com o apoio do Podemos e do Novo. Escolhido para a vice, Edson Vasconcelos participa da elaboração do plano de governo que será apresentado durante a campanha.

A empreitada de Moro ao Iguaçu foi viabilizada após sua filiação ao PL, em março deste ano. O senador deixou o União Brasil após divergências dentro da federação com o PP, que dificultavam a manutenção de sua candidatura ao governo estadual.

Com a mudança de partido, passou a integrar o projeto eleitoral do PL no Paraná e a reforçar o palanque presidencial de Flávio Bolsonaro no estado.

Reaproximação com a família Bolsonaro

A entrada de Sergio Moro no PL também marcou uma reaproximação com o grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2018, ele deixou a Justiça Federal para assumir o Ministério da Justiça no governo Bolsonaro, cargo que ocupou entre 2019 e 2020.

A saída ocorreu após divergências com o então presidente sobre a exoneração do então superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Maurício Valeixo. Moro sinalizou que a decisão representava uma tentativa de interferência na corporação.

Depois de deixar o governo, Moro tentou viabilizar uma candidatura à Presidência da República. Nesse período, fez críticas a Bolsonaro, afirmou que o então presidente mentia e mencionou as “rachadinhas”, investigação que envolveu Flávio Bolsonaro.

De juiz a senador

Nascido em Maringá, Sergio Moro é formado em Direito e atuou como juiz federal por mais de 20 anos. Ganhou projeção nacional na Operação Lava Jato, na qual conduziu processos envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em 2016, retirou o sigilo de uma interceptação telefônica entre Lula e a então presidente Dilma Rousseff (PT), que tratava da nomeação do petista para a Casa Civil.

A gravação serviu de base para que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendesse a nomeação de Lula para a Casa Civil. No ano seguinte, Moro condenou o petista a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em 2021, o STF decidiu que Moro atuou com parcialidade nos processos contra Lula na Lava Jato. No mesmo ano, o ministro Edson Fachin anulou as condenações do petista, que voltou a ficar apto a disputar eleições.

Em 2022, Moro chegou a ensaiar uma candidatura à Presidência, mas desistiu da disputa e foi eleito senador pelo Paraná. Sua esposa, Rosangela Moro, foi eleita deputada federal por São Paulo e, neste ano, disputará a reeleição pelo Paraná.

As convenções partidárias são realizadas em anos eleitorais para homologar candidaturas e definir coligações. Concluída essa etapa, os partidos podem solicitar o registro dos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A propaganda eleitoral dos candidatos terá início em 16 de agosto.

FONTE/CRÉDITOS: Metrópoles