O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) provocou Lula (PT) sobre uma garrafa de whisky avaliada em 1 milhão de reais durante o debate da Globo, nesta sexta-feira, 23. O senador questionou se o presidente recebeu a bebida de presente e qual teria sido a contrapartida oferecida a quem a presenteou.

    “Uma garrafa de whisky de R$ 1 milhão de reais! Outra aqui pro público, né, que nunca vai ter oportunidade de experimentar um whisky desse. Qual o gostinho desse whisky, hein? Conta para eles aqui”, disse Flávio.

    O candidato voltou ao assunto durante o confronto, ao afirmar que cada dose custaria 50 mil reais, considerando dez copos por garrafa. Ele comparou o valor a 70 pagamentos mensais do Bolsa Família.

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    “Qual foi a contrapartida que você prestou para quem te deu esse whisky? Deve ter ido pra tua casa”, questionou Flávio, em referência ao presente que atribuiu ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

    Lula menciona negociação da Covaxin

    Em resposta, Lula associou o episódio a uma negociação envolvendo a vacina Covaxin, em 2020. O presidente afirmou que Flávio teria participado de uma reunião em um barco, em Brasília, para discutir o imunizante.

    “Eu acho que esse whisky foi tomado por você em julho de 2020, quando o cara veio vender a vacina Covaxin para você e você foi para um barco em Brasília discutir essa vacina”, declarou Lula.

    A troca de acusações ocorreu após Lula questionar Flávio sobre uma disputa envolvendo uma ilha atribuída ao jogador Richarlison. O presidente perguntou se um coronel que atuava na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) havia sido indicado pelo candidato e qual teria sido sua influência na liberação do terreno.

    Flávio negou envolvimento na disputa e afirmou que a Justiça já havia decidido o caso.

    “Pela terceira vez, pela terceira vez eu não tenho absolutamente nada a ver com isso”, respondeu o candidato.

    Lula insistiu na pergunta sobre a indicação do coronel. Flávio, por sua vez, mudou o foco do confronto para o whisky e questionou a relação do presidente com quem teria dado a bebida de presente.

    O presidente também acusou Flávio de ter proximidade com Vorcaro e afirmou que o empresário foi preso durante o governo petista. Flávio não respondeu diretamente a essa acusação no trecho da transcrição.

    As declarações sobre o valor da garrafa, a origem do presente e as circunstâncias das reuniões mencionadas pelos candidatos precisam ser verificadas de forma independente.

    FONTE/CRÉDITOS: O antagonista