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O teste para a prevenção e detecção precoce do câncer do colo do útero chegou à metade dos postos de saúde de Fortaleza, segundo a Prefeitura de Fortaleza.
A implantação do método teve início em julho deste ano em duas unidades da rede de saúde municipal, com aproximadamente 12,5 mil kits do exame. Ao todo, a tecnologia está disponível em 68 postos.
O público da prevenção é formado por mulheres e pessoas com colo do útero, de 25 a 64 anos, que já tenham iniciado a atividade sexual. A implantação segue as novas diretrizes do Ministério da Saúde (MS), e adere à “estratégia de modernização do rastreamento do colo do útero”.
A prefeitura pontua que o exame é oferecido conforme os critérios definidos pelo Governo Federal. Em Fortaleza, são priorizadas pessoas que nunca realizaram o teste DNA-HPV ou que estão há mais de três anos sem realizar o exame.
O número de pessoas que estão aptas a realizar o método na Capital é de aproximadamente 150 mil, dentro de uma população estimada em 457,2 mil pessoas com colo do útero na faixa etária.
Novo método
Diferentemente do exame popularmente conhecido como Papanicolau, que identifica alterações nas células do colo do útero, o teste DNA-HPV detecta diretamente a presença do papilomavírus humano (HPV), principal causador da doença.
O exame também permite identificar os tipos virais de maior risco, como os HPV 16 e 18, associados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. Quando o resultado é negativo, a recomendação é de que o método seja repetido após cinco anos, segundo as novas diretrizes.
Nas unidades que passam a ofertar o DNA-HPV, o Papanicolau deixa de ser utilizado como exame primário de rastreamento. A assessora técnica da Saúde da Mulher da SMS, Léa Dias, explica que a mudança representa uma atualização no modelo de rastreamento. “Estamos substituindo gradualmente o Papanicolau como exame primário de rastreamento nas unidades”.
“A mudança permite detectar precocemente a presença do vírus e identificar as pessoas com maior risco de desenvolver lesões precursoras do câncer do colo do útero”, explica Léa. A previsão da prefeitura é de que as 134 unidades de saúde da rede municipal estejam abastecidas com os testes até o início de 2027.
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