O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, neste domingo (25/10), que está monitorando as eleições presidenciais no Brasil, mas evitou declarar apoio a qualquer um dos candidatos que disputam o segundo turno: o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando”, declarou a jornalistas.


A declaração ocorre em meio a questionamentos de parlamentares democratas sobre a atuação do governo norte-americano no processo eleitoral brasileiro. Integrantes do Partido Democrata acusaram a administração Trump de exercer pressão sobre instituições do Brasil por meio de medidas econômicas, políticas e diplomáticas e cobraram garantias de que Washington respeitará o resultado das urnas.

Antes do primeiro turno, Trump já havia classificado a eleição brasileira como importante. “O Brasil é um país muito importante, um grande país, as pessoas no Brasil são fantásticas, é uma eleição muito importante”, afirmou na ocasião.

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O presidente norte-americano também elogiou a rapidez da apuração dos votos e aproveitou o resultado para criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos. Em outra manifestação, classificou o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno como uma “grande vitória”, mas previu uma disputa acirrada na etapa final.

“Acho que vai ser uma eleição muito apertada. Acho que o Brasil será muito apertado. Bem, é uma grande vitória — apertada, mas uma vitória muito, muito grande. Impressionante, na verdade”, declarou.


Atuação questionada por Democratas

  • Em setembro, 31 deputados democratas acusaram o governo norte-americano de pressionar instituições brasileiras por meio de medidas econômicas, políticas e diplomáticas.
  • Os parlamentares também cobraram um compromisso de Washington com o respeito ao resultado eleitoral.
  • Senadores democratas pediram garantias de que os Estados Unidos aceitariam a decisão das urnas.
  • Na resposta recente, o Departamento de Estado norte-americano afirmou que pretende manter o diálogo com o governo eleito, mas não detalhou quais medidas adotará para assegurar o respeito ao resultado das eleições.
  • A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também classificou como crítico o cenário de possível interferência dos EUA nas eleições.
FONTE/CRÉDITOS: Metrópoles