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A menos de 48 horas do primeiro turno das Eleições 2026, o cenário político nacional sofreu uma forte reviravolta jurídica provocada por decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Atuando como relator e figura central nesses desdobramentos, o ministro Floriano de Azevedo Marques emitiu uma série de despachos de impacto que barraram ou restringiram campanhas de grande peso no Rio de Janeiro, no Paraná e no Ceará, redesenhando as forças políticas regionais às vésperas da votação
Rio de Janeiro: Votos de Anthony Garotinho serão anulados
Na última sexta-feira, 2 de outubro de 2026, o ministro determinou que todos os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) para o governo do Rio de Janeiro fossem considerados nulos.
O magistrado revogou uma liminar que ele próprio havia concedido em agosto e que assegurava o andamento da campanha do ex-governador.
A revogação ocorreu logo após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) manter o indeferimento do registro de Garotinho devido a uma condenação por improbidade administrativa.
Com a decisão atual:
O candidato perdeu o acesso às verbas do fundo eleitoral.Teve a veiculação de suas propagandas suspensa no rádio e na televisão.
O nome de Garotinho continuará aparecendo nas urnas eletrônicas devido ao fechamento prévio do sistema, mas os votos atribuídos a ele não serão validados.
O movimento altera drasticamente a corrida fluminense, abrindo margem para uma possível definição do pleito no primeiro turno em favor dos demais concorrentes.
Paraná: Deltan Dallagnol tem campanha suspensa
O rigor do tribunal também alcançou a região Sul. Em outro despacho de repercussão nacional, Azevedo Marques barrou a continuidade dos atos de campanha e o uso de recursos públicos por Deltan Dallagnol (Novo), que liderava as pesquisas de intenção de voto para o Senado pelo Paraná.
O ministro apontou irregularidades no processo de registro de candidatura e determinou que a decisão final sobre a elegibilidade e os direitos políticos do ex-procurador da Operação Lava Jato seja levada ao referendo do plenário do TSE.
Ceará: Interdição e reviravolta jurídica para Capitão Wagner e Roberto Cláudio
O rastro de decisões do ministro teve início dias antes na região Nordeste.
No Ceará, Azevedo Marques atendeu a um pedido de tutela de urgência e interditou as candidaturas de Capitão Wagner (União Brasil), concorrente ao Senado, e de Roberto Cláudio (União Brasil), candidato a vice-governador na chapa majoritária de Ciro Gomes (PSDB).
A medida impôs o bloqueio imediato do tempo de propaganda eleitoral e suspendeu o uso de recursos partidários e do Fundo Eleitoral.
O estopim foi um forte impasse envolvendo as direções partidárias nacionais e regionais da Federação União Progressista em relação aos rumos das alianças locais.
O pedido de suspeição e a saída do relator
As defesas de Capitão Wagner e Roberto Cláudio reagiram de forma incisiva.
Os candidatos apontaram uma suposta relação profissional da filha do ministro do TSE com um escritório que atende a uma chapa adversária no estado.
Diante do questionamento público e de desdobramentos em caráter sigiloso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Floriano de Azevedo Marques declarou-se suspeito em 29 de setembro de 2026 e deixou a relatoria do processo cearense.
Contudo, vale destacar que o pedido de suspeição não anulou automaticamente a eficácia da liminar que interditou os candidatos. O caso foi encaminhado para redistribuição urgente entre os demais ministros do tribunal a fim de julgar os recursos antes da abertura das urnas.
Resumo das Ações Judiciais
| Candidato / Chapa | Estado | Cargo Disputado | Medida Adotada pelo TSE | Situação Atual |
|---|---|---|---|---|
| Anthony Garotinho | Rio de Janeiro | Governador | Revogação de liminar; bloqueio de fundo e rádio/TV. | Votos serão nulos; nome mantido na urna. |
| Deltan Dallagnol | Paraná | Senador | Suspensão dos direitos de campanha e recursos. | Aguardando julgamento pelo plenário do TSE. |
| Capitão Wagner & Roberto Cláudio | Ceará | Senador / Vice-Governador | Interdição de candidatura e bloqueio de tempo de TV. | Relator declarou suspeição; caso redistribuído. |
As decisões coordenadas de Brasília acenderam o sinal de alerta nos comitês de campanha de todo o país. Ao focar na segurança jurídica e tentar blindar o pleito de incertezas e instabilidades políticas na reta final, a Justiça Eleitoral acabou por ditar o ritmo das principais disputas estaduais do país, influenciando diretamente as escolhas de milhões de eleitores brasileiros.
Publicado por:
Imprensa Livre do Ceará | Jornalismo Independente
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