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Quase 40 presos políticos foram libertados na Venezuela entre sexta-feira e sábado, após a segunda rodada de negociações entre o governo interino de Delcy Rodríguez e a oposição, com mediação dos Estados Unidos. A ONG Justicia, Encuentro y Perdón confirmou a libertação de 39 pessoas em diferentes prisões do país.
Entre os libertados estão oito mulheres acusadas de “narcoterrorismo” em 2021 e seis pessoas presas no caso conhecido como “Operação Gedeón”, que o regime de Nicolás Maduro classificou como uma tentativa de derrubar o regime.
Também foi solto Frank Cabañas, ligado ao caso do ex-policial Óscar Pérez.
A oposição havia colocado a situação dos presos políticos entre os temas das negociações.
“Que sejam libertados todos os que hoje estão atrás das grades por pensar diferente”, afirmou Dinorah Figuera, líder da delegação oposicionista.
Ainda há centenas presos
O último balanço do Foro Penal, divulgado em 18 de setembro, apontava 344 presos políticos no país.
A ONG Justicia, Encuentro y Perdón estima um número maior, de cerca de 450 presos, além de sete desaparecidos.
As libertações ocorrem de forma gradual desde a aprovação de uma lei de anistia por Delcy Rodríguez, em fevereiro, após a captura de Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos.
Familiares e organizações de direitos humanos continuam a pressionar pela revisão dos casos.
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