O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciou oficialmente que não será candidato ao governo de Minas Gerais, desabafando em um vídeo onde chora e pede perdão aos eleitores.
A decisão foi consolidada após uma reunião da cúpula do partido em Brasília.
Veja os detalhes e motivos do recuo do parlamentar:
O Motivo Principal: Luto Familiar Perda recente: Cleitinho explicou que não possui condições psicológicas ou emocionais para iniciar uma campanha eleitoral no momento. O seu irmão mais novo, Matheus Azevedo, faleceu aos 30 anos, vítima de complicações de uma leucemia.
Declaração:
Chorando, o senador afirmou: "Peço perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta eu entrar na campanha agora do jeito que estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se não estou cuidando de mim".
O Impasse com o Partido (Republicanos)
Idas e vindas:
Na semana anterior, o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, chegou a vetar a candidatura de Cleitinho, alegando que ele havia "perdido o timing" ao faltar à convenção estadual da legenda em virtude do luto.
Garantia de apoio: Na reunião derradeira em Brasília, o Republicanos recuou e ofereceu todas as condições políticas e de chapa para que ele concorresse. Apesar disso, o parlamentar optou por declinar do convite de forma espontânea.
Mandato mantido: Como foi eleito em 2022, Cleitinho continuará exercendo normalmente as suas funções como senador por Minas Gerais, com mandato garantido até 2030.
Impacto no Cenário Eleitoral A desistência causa uma grande reviravolta na política mineira, pois Cleitinho liderava as pesquisas de intenção de voto (como o levantamento Genial/Quaest) em todos os cenários de primeiro e segundo turno.
Com a sua saída da disputa, partidos de centro e de direita (como o PL, o Progressistas e o próprio Republicanos) devem reorganizar suas forças para apoiar o deputado federal Marcelo Aro (PP) na corrida ao Palácio Tiradentes.