A privatização gera forte resistência entre motoristas e entidades de defesa do consumidor.
O principal argumento técnico e moral é o destino do IPVA.
Desvinculação de Receita:
Por lei, o IPVA é um imposto de arrecadação livre. Metade vai para o estado e metade para o município onde o veículo está emplacado.
Falta de Investimento:
Embora não seja carimbado exclusivamente para o asfalto, o cidadão entende o imposto como contrapartida para a mobilidade urbana.
Custo Brasil:
O motorista cearense arcará com o IPVA mais a tarifa diária do pedágio, elevando o custo do frete, do transporte intermunicipal e dos alimentos.
O Alerta Vermelho:
O Exemplo Negativo do Pará A promessa de que "pedágio é sinônimo de tapete asfáltico" cai por terra ao analisar experiências recentes no Norte do país.
No estado do Pará, a concessão de rodovias estaduais e federais à iniciativa privada virou alvo de pesadas críticas e investigações.
Mesmo com praças de pedágio ativas cobrando taxas altas de veículos de passeio e caminhões, motoristas paraenses enfrentam crateras na pista, falta de acostamento e sinalização precária.
O cenário paraense prova que a privatização, sem uma fiscalização rígida das agências reguladoras, apenas transfere o lucro para as concessionárias sem garantir a segurança prometida ao usuário. O temor no Ceará é que as BRs 116 e 304 repitam o modelo do Pará
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