A poderosa posição do Brasil no mercado global de nióbio é liderada pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), controlada pela família Moreira Salles (a mesma acionista do Itaú Unibanco).

Com operações em Araxá (Minas Gerais), o clã detém o controle de cerca de 75% a 80% do fornecimento mundial desse metal estratégico usado na fabricação de aços de alta resistência.

A História e a Ascensão do Império do Nióbio

Origens em 1955: Fundada em Araxá, a companhia mineradora nasceu em uma época em que as aplicações industriais e o potencial do nióbio eram quase totalmente desconhecidos do mercado.

Visão de Walther Moreira Salles:

O banqueiro assumiu o controle acionário nos anos 1960, apostando em investimentos de longo prazo, pesquisa científica e no desenvolvimento tecnológico do processamento do minério.

Monopólio e Parcerias

Estratégicas:

Mesmo mantendo o controle majoritário da operação, a família realizou vendas parciais de fatias acionárias a consórcios asiáticos (chineses, japoneses e sul-coreanos) para assegurar a distribuição internacional. O Cenário Atual e os Desafios do Minério

O Gigante de Araxá:

O jazimento mineiro responde por imensa fatia da extração planetária, assentado sobre reservas colossais capazes de suprir a procura mundial por mais de um século.Retorno Financeiro:

A empresa mantém margens líquidas expressivas e bilhões em faturamento anual impulsionados pela transição energética e uso do metal em ligas leves para a aviação, setor automotivo e espaçonaves. Debate Econômico: Críticos apontam que o país exporta predominantemente o ferro-nióbio em vez de fomentar um polo interno de alta tecnologia agregar maior valor ao recurso bruto.