BELO HORIZONTE – Em uma reviravolta que chacoalhou os pilares das estruturas políticas tradicionais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno das Eleições 2026.

O candidato do Republicanos consolidou sua vitória neste domingo (4) ao alcançar 55,40% dos votos válidos, superando as estruturas partidárias tradicionais.

Para conferir o total de votos absolutos de Cleitinho e os dados detalhados e oficiais sobre o desempenho e porcentagem dos demais candidatos da disputa, consulte o portal de resultados da Justiça Eleitoral. 

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O feito ganha contornos de ineditismo no cenário nacional. Sob o lema "de verdureiro a governador", sua trajetória atrai atenção, e detalhes sobre o financiamento de sua campanha, o uso ou renúncia de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e as alegações de gastos partidários devem ser verificados diretamente nos canais oficiais de prestação de contas do tribunal eleitoral. 

A trajetória: do sacolão ao governo do Estado

Natural de Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, Cleitinho Azevedo estudou até o ensino fundamental e, antes de ingressar na vida pública, trabalhava como comerciante no sacolão de verduras de sua família e atuava como músico em uma banda de pagode. 

Natural de Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, Cleitinho Azevedo estudou até o ensino fundamental e, antes de ingressar na vida pública, trabalhava como comerciante no sacolão de verduras de sua família e atuava como músico em uma banda de pagode.
Natural de Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, Cleitinho Azevedo estudou até o ensino fundamental e, antes de ingressar na vida pública, trabalhava como comerciante no sacolão de verduras de sua família e atuava como músico em uma banda de pagode. 

Sua ascensão política foi meteórica: 

  • 2016: Eleito vereador in Divinópolis.
  • 2018: Conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa como deputado estadual.
  • 2022: Eleito para o Senado Federal.
  • 2026: Consagrado governador de Minas Gerais no primeiro turno. 

"Só Deus e vocês para fazerem isso acontecer", escreveu o governador eleito nas redes sociais, posando com a bandeira do estado e segurando uma caixa de verduras em alusão ao seu passado. 

Campanha digital e o apelo ao voto útil

A caminhada até as urnas não foi linear. Em agosto, Cleitinho chegou a anunciar que desistiria da disputa devido a impasses partidários e luto familiar, recuando após pressões de apoiadores e reajustes internos no Republicanos. 

Apoiado fortemente em sua projeção como influenciador digital e em discursos inflamados contra privilégios políticos e impostos, o senador focou a reta final da campanha nas redes sociais.

Informações sobre as estratégias de voto útil e o desempenho das demais candidaturas de direita no estado podem ser consultadas nos balanços e análises de apuração dos portais oficiais. 

Cenário nacional e conciliação fiscal

Apesar do tom combativo que marcou sua trajetória no Congresso, o discurso pós-eleição do novo governador de Minas Gerais pautou-se pelo pragmatismo institucional. Em entrevista coletiva concedida logo após a confirmação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cleitinho ressaltou que sua prioridade imediata será a renegociação da bilionária dívida de Minas Gerais com a União.

"Independente de quem for o presidente da República, [é preciso] sentar com ele, poder negociar a dívida", declarou o governador eleito, enfatizando que "não tem jeito de fazer política sem o governo federal".

Em paralelo à postura de diálogo administrativo, no campo de alianças ideológicas, Cleitinho confirmou nesta segunda-feira (5) que manterá seu posicionamento de oposição ao Palácio do Planalto e declarou apoio formal ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para a disputa de segundo turno na eleição presidencial. 

Cleitinho Azevedo deve assumir oficialmente o Palácio Tiradentes no dia 1º de janeiro de 2027 para um mandato de quatro anos. 

FONTE/CRÉDITOS: Nixson Pedrosa