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O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgou dados sobre a Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, referentes ao mês de setembro. Em Fortaleza, o conjunto de alimentos que formam a cesta básica custa R$ 779,96, aumento de 3,23%, em relação a agosto, quando custava R$ 755,56.
Os números deixam Fortaleza com a cesta básica mais cara entre as capitais pesquisadas do Norte e do Nordeste. O conjunto mais caro foi identificado em São Paulo, com R$ 922,51, e o mais barato foi em Aracaju, com R$ 587,76.
Os principais itens que pressionaram a alta de preços na capital cearense no período foram tomate (23,93%), arroz (4,1%), leite (3,84%) e óleo de soja (3,36%). Entre os produtos que registraram queda estão farinha (-2,65%), café (-2,26%), banana (-2,14%) e feijão (-2,06%).
Para o analista do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), Daniel Suliano, fatores distintos colaboraram para altas pontuais de alguns produtos. “Temos quatro produtos que pressionaram. O tomate é perecível e tem sazonalidade por conta das chuvas e acaba elevando seus preços. O arroz, por sua vez, pode ser um problema de safra. O leite me parece ser uma questão mais ampla, ao longo de todo ano, o que refletiu na pastagem em geral. Já o óleo é commodity dependente do câmbio, o que pode explicar sua alta”, detalhou.
O levantamento do Dieese e Conab também avalia quando o consumidor deve desembolsar para adquirir uma cesta de alimentação básica, assim como o total de horas que ele precisa trabalhar para garantir o conjunto.
Atualmente, o salário mínimo nacional está firmado em R$ 1.621, contudo o trabalhador de carteira assinada com esse teto tem que contribuir com 7,5 % para obrigações previdenciárias, restando R$ 1.499,43. Levando em consideração esse valor, mais de 50% dos vencimentos são destinados à cesta básica.
Em relação às horas trabalhadas para garantir o conjunto de alimentos que formam a cesta básica, o estudo apontou que o trabalhador precisa se dedicar a mais de 105 horas da jornada mensal de trabalho, que normalmente é de 220 horas.
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