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O senador Cid Gomes (PSB) teria sido responsável por impedir que Catiane Landim (PT), primeira-dama de Barbalha, integrasse como suplente a chapa ao Senado nas eleições deste ano. A revelação foi feita pelo candidato a deputado estadual Giovanni Sampaio (PRD), nesta terça-feira (25), durante entrevista ao podcast Entre Poderes, do Grupo Miséria.
Giovanni lembrou que foi o primeiro a defender publicamente o nome de Catiane para a vaga e afirmou que a primeira-dama chegou a ser anunciada como segunda suplente de Cid. Segundo ele, o senador Camilo Santana (PT) chegou a ligar para o prefeito de Barbalha, Guilherme Saraiva (PT), para comunicar que Catiane ocuparia uma das suplências.
“O nome dela foi ventilado, foi aprovado, mas houve um problema: ela estava como segunda suplente de Cid. Vou dizer uma coisa que ninguém na imprensa sabe. Ela estava como segunda suplente de Cid. Camilo ligou e disse: ‘Olha, Guilherme, Catiane é suplente de senadora, está tudo certo’”, relatou.
O cenário, segundo o candidato, teria mudado após a definição da chapa encabeçada por Luizianne Lins (Rede), que também tinha Chagas Vieira (PDT) e Rodrigo Oliveira (MDB), filho do ex-senador Eunício Oliveira entre os suplentes. Giovanni afirmou que Cid então pediu a manutenção de Julinho Ventura como seu suplente.
“Quando lançou aqui, o Cid voltou ali… disse: ‘Não, bota na chapa lá, que Julinho Ventura vai continuar meu suplente’”, contou.
Camilo tentaria colocar Catiane na suplência de Luizianne
De acordo com Giovanni, a mudança provocou a necessidade de retirar um dos nomes já anunciados na composição. Ele afirmou ter presenciado uma ligação de Camilo Santana para Guilherme Saraiva, na qual o ministro explicou a situação e disse que precisaria retirar um nome da chapa.
“Guilherme foi quem disse, juntamente com a mulher, eu estava do lado que disse: ‘Eu sou do time. Não se preocupe comigo. Eu fico chateado, mas essa chateação não pode ser maior do que uma composição. Eu simplesmente abro mão, sem problema nenhum, bola para frente e vamos pensar’”, relatou Giovanni.
Questionado diretamente se Cid Gomes teria rompido o acordo ao retirar Catiane da composição, Giovanni evitou atribuir a responsabilidade de forma categórica. “Eu não posso dizer como é que a corda torceu, mas disseram que era lá [na chapa de Cid]. Lá não deu certo, veio para cá [chapa Luiziane], estava completa e teve a opção de tirar e o próprio Guilherme não aceitou”, respondeu.
Assista ao momento da declaração:
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