O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, comentou nesta sexta-feira, 28, a condecoração de Adriano da Nóbrega, em 2005, com a Medalha Tiradentes, a principal honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A homenagem ocorreu dentro do Batalhão Especial Prisional (BEP), onde Adriano estava preso sob acusação de homicídio. Flávio afirmou que, à época, o policial era vítima de injustiças.

“O momento que isso aconteceu. Essa homenagem foi feita há mais de 20 anos. Ele era reconhecido, conheci ele no Bope. Não tinha nada contra ele. (…) Ele estava sendo falsamente acusado de cometer homicídio. Depois, ficou comprovado que ele foi absolvido por trocar tiro com vagabundo. Foi uma forma simbólica que entendi de homenagear. Na época da homenagem, não. Depois, a pessoa se transforma, não está no meu controle“, disse à TV Globo.

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Flávio também foi questionado sobre ter empregado a mulher de Adriano, Danielle Mendonça, e a mãe dele, Raimunda Magalhães, em seu gabinete na Alerj.

“Na época, ele não era isso. Estava sendo preso injustamente, foi quando eu conheci a família dele. A esposa e mulher. Ela liderava o movimento e chamei ela para fazer essa intermediação das demandas de familiares dos militares com o meu gabinete.”

Em 2020, Adriano foi morto durante uma operação policial no interior da Bahia. Ele foi apontado como líder do Escritório do Crime, grupo acusado de atuar como organização de matadores de aluguel e milicianos.

Rodrigo Bacellar

Questionado sobre seu apoio ao ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, investigado por supostas ligações com o Comando Vermelho (CV), o senador afirmou:

“Se soubesse disso, jamais teria apoiado. É gravíssimo. O nome dele surgiu em uma coordenação partidária do Rio. Ele tem direito a se defender e provar sua inocência na Justiça.”

FONTE/CRÉDITOS: O Antagonista