A taxa média de inadimplência nas operações de crédito dos bancos subiu de 4,6% para 4,9% entre junho e julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Banco Central (BC). O resultado representa o maior nível da série histórica revisada pela autoridade monetária, iniciada em março de 2011.

O indicador considera operações de crédito com atraso superior a 90 dias e inclui pessoas físicas e empresas.

Inadimplência das famílias atinge novo recorde

Entre as pessoas físicas, a inadimplência avançou de 5,4% em junho para 5,8% em julho. Com isso, o índice também alcançou o maior patamar registrado pelo Banco Central na série histórica.

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Já entre as empresas, a taxa passou de 3,2% para 3,3% no período. Esse foi o maior nível desde outubro de 2017, quando o indicador chegou a 3,4%.

O aumento ocorre após o lançamento do Desenrola 2.0, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas, iniciado em maio.

Desenrola 2.0 já renegociou R$ 22 bilhões

Segundo o Ministério da Fazenda, o programa havia renegociado mais de R$ 22 bilhões em dívidas até o fim de junho, com cerca de 3,6 milhões de renegociações.

Após as negociações, o saldo da dívida incluída no programa caiu de R$ 22 bilhões para aproximadamente R$ 4 bilhões.

Nesta semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo prorrogou o prazo de adesão ao Desenrola 2.0 até 31 de agosto. Inicialmente, o programa terminaria no começo de agosto.

Endividamento das famílias segue elevado

Os dados do Banco Central também mostram que o endividamento das famílias permaneceu em nível elevado.

A relação entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em 12 meses ficou estável em 49,8% em junho.

De acordo com a Serasa Experian, 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população.

Naquele mês, as dívidas somavam R$ 557,7 bilhões. As instituições financeiras concentravam 47% desse total, segmento diretamente contemplado pelo Desenrola 2.0.

FONTE/CRÉDITOS: BPMoney