O governo dos Estados Unidos cogita utilizar sua maior bomba não nuclear contra o Irã caso o presidente Donald Trump decida retomar combates na guerra, em meio a impasses em torno de condições para um cessar-fogo, informou a emissora americana CNN nesta quinta-feira, 15.

A bomba GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast (MOAB), apelidada de “Mãe de Todas as Bombas”, seria usada para atacar infraestruturas energéticas iranianas e instalações nucleares, segundo o canal, que citou fontes do governo informadas sobre o tema.

Os esforços diplomáticos para acabar com o conflito, que começou com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em fevereiro, estão em um impasse há alguns meses.

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Membros do governo ouvidos pela CNN, no entanto, levantaram dúvidas sobre a eficácia da bomba, especialmente contra instalações subterrâneas de Teerã. A MOAB serve para “limpar grandes áreas, mas não para muito mais”, disse à CNN uma fonte familiarizada com os planos.

Em 2017, o Exército americano no Afeganistão lançou a “MOAB” contra esconderijos do grupo Estado Islâmico em um complexo de túneis e abrigos subterrâneos, uma operação que matou mais de 90 pessoas. Os túneis, no entanto, eram mais improvisados do que os usados pelo regime iraniano.

Apesar da movimentação, a posição oficial do governo Trump é de que não deve haver novos ataques antes da midterms, as eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. O presidente declarou ainda que Washington mantém “conversas produtivas” com Teerã.

“Quero deixar claro a todos que não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato”, escreveu Trump em sua rede social, Truth Social. “Estamos tendo conversas produtivas com a República Islâmica do Irã”, acrescentou, sem fornecer detalhes sobre o andamento das negociações.

A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, tem contribuído para a alta dos preços dos combustíveis, impulsionada pelas tensões no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo. As hostilidades entre os rebeldes hutis do Iêmen e a Arábia Saudita, maior exportador do combustível no mundo, também ampliam a instabilidade na região.

Em especial devido à inflação, impulsionada pela disparada de mais de 30% da gasolina, a aprovação de Trump caiu para 32% segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira 5, enquanto eleitores registrados disseram preferir candidatos democratas a republicanos nas midterms por 44% a 37%.

FONTE/CRÉDITOS: Metrópoles