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O jornal O Estado te convida para analisar um caso concreto de inadimplência de um condomínio localizado no bairro Aldeota, em Fortaleza. A dívida acumulada desde 2018 já chega a R$ 250 mil e nesse exemplo específico, o principal motivo do passivo é a disputa judicial do imóvel.
Não exatamente casos assim, mas no Ceará, a taxa de inadimplência dos condomínios superou os 18%, no primeiro semestre de 2026. O resultado é 3,10 pontos porcentuais maior que o registrado em 2025 e acima da média nacional, que ficou em 12,5% no período.
Os dados acima são da uCondo, plataforma digital brasileira de gestão condominial e da MyBlue, empresa especializada em garantia de créditos condominiais, e refletem que o avanço dos atrasos afeta diretamente o planejamento financeiro dos condomínios, já que despesas como folha de pagamento, segurança, limpeza e manutenção permanecem mesmo quando parte das taxas deixa de ser paga.
Ainda sobre o caso concreto, o advogado e CEO da empresa cearense MyBlue, Raphael Fontoura, explicou como ocorreu o acúmulo do passivo. “É um condomínio pequeno, apenas 30 apartamentos, uma única unidade sem pagar por longo prazo interferiu na receita e consequentemente gerou furo na caixa”, disse.
Dentre as estratégias de mitigação para essa situação real, foram adotadas medidas judiciais, inclusive com possibilidade de penhora de bens. “A inadimplência pediu, a cobrança extrajudicial e judicial foi resolvida e, após a penhora do imóvel, os devedores procuraram a empresa para negociar o débito, pois caso o imóvel fosse levado a penhora, a avaliação seria menor que o valor de mercado e leiloado abaixo do preço geraria prejuízos aos proprietários”, explicou o advogado.
Fontoura relatou que o aumento da inadimplência cria um problema de fluxo de caixa porque as despesas do compromisso continuam existindo independentemente dos atrasos nos pagamentos. A previsibilidade da arrecadação passa a ser fundamental para o planejamento de síndicos e administradoras.
Para melhorar o direcionamento das ações financeiras, é necessário ampliar a capacidade de atendimento, tecnologia e estrutura da operação. Somente a empresa cearense opera com 400 contratos que reúnem 58 mil unidades habitacionais atendidas, gerando uma movimentação de cerca de R$ 300 milhões. “Cerca de 60% da base está equipada com equipamentos no Ceará, mas atualmente, a companhia também mantém operações no Distrito Federal, Goiás, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Rio de Janeiro, Maranhão e São Paulo, mercado onde iniciou atuação em setembro”, listou Fontoura.
O CEO Raphael Fontoura também falou sobre os planos de expansão da companhia para o próximo ano. “Para 2027, a companhia prevê investir R$ 60 milhões em tecnologia, crescimento comercial e verticalização da operação. A projeção é alcançar 800 contratos e aproximadamente 110 mil unidades habitacionais, além da entrada em outros cinco estados”.
Onde expandir
Na área tecnológica, a ideia é finalizar processos de integração de automação com inteligência artificial em 80% dos processos, enquanto no campo comercial é fortalecer o canal com parceiros e na verticalização de operação expandir a oferta de infoprodutos.
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Imprensa Livre do Ceará | Jornalismo Independente
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