A 3ª Promotoria Eleitoral de Fortaleza, vinculada ao Ministério Público do Ceará (MPCE), denunciou nesta quinta-feira (3) uma mulher que, presa em flagrante, realizou na cidade de Santana de Acaraú práticas que configuram pedágio eleitoral.

A denúncia acusa a mulher de fornecer apoio e colaboração aos objetivos da organização criminosa, com base na Lei Antifacção, cujas penas variam entre 20 e 40 anos.

Ela foi denunciada também por impedimento à realização de propaganda, com pena de detenção de até seis meses e pagamento de multa.

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Segundo as investigações, a tentativa de suborno a candidatos no pleito deste ano aconteceu a mando de um chefe de facção criminosa. Conforme a denúncia do MPCE, em 16 de agosto deste ano, a mulher cobrou quantias para a realização de atos de propaganda na cidade.

“Para isso, ela utilizou um perfil em rede social para publicar mensagem atribuída à uma facção criminosa impondo à população local a proibição da utilização de carros de som, paredões e quaisquer equipamentos sonoros em favor de qualquer candidato participante do pleito”, explica o órgão.

A denúncia oferecida é, por definição, um documento formal pelo qual o Ministério Público acusa alguém de ter cometido um crime, dando início a um processo penal. É a peça processual por meio da qual o MP, enquanto órgão acusador, apresenta formalmente a acusação a um juiz, relatando os fatos e indicando o crime que teria sido cometido pelo acusado.

Interrogada após a prisão, segundo a Polícia Civil do Ceará (PCCE), a suspeita confessou ter realizado a postagem, “um salve”, ou seja, uma ordem de uma organização criminosa, por determinação de um chefe de facção.

Segundo o MPCE, a mulher se recusou a revelar a identidade do mandante. Também na investigação, ainda conforme as autoridades, a mulher cuja identidade e nome não foram revelados “convive com integrantes do grupo, sendo irmã de um interno do sistema prisional vinculado à organização”.

FONTE/CRÉDITOS: O Estado