BRASÍLIA — Divulgado nesta terça-feira, 8 de setembro de 2026, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025 apontou que o Brasil completou uma década de estagnação e continua nas posições inferiores do ranking global.

O índice de estudantes de 15 anos que não atingiram o nível mínimo de proficiência em leitura, matemática e ciências simultaneamente chega a 43,8%, frente aos 19,7% da média da OCDE.

Apesar do cenário nacional crítico, nações desenvolvidas registraram quedas expressivas em decorrência de fatores pós-pandemia e uso excessivo de telas, o que reduziu, no longo prazo, a distância entre o desempenho brasileiro e a média da OCDE.

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Desempenho por área

  • Matemática: O maior gargalo do país, com 377 pontos e a 71ª colocação (de 89 países). O Brasil ficou atrás de vários vizinhos latino-americanos.
  • Leitura: Ocupou o 52º lugar com 408 pontos.
  • Ciências: Com foco principal na edição, o país obteve 409 pontos (67ª posição).
  • Mundo Digital: Na avaliação inédita de Resolução de Problemas por Ferramentas Computacionais, o país registrou 406 pontos.

O Ministério da Educação (MEC) pontuou avanços no engajamento e a expansão de escolas com restrições ao uso de celulares, que passaram de 37% em 2022 para 81% em 2025. O topo do ranking seguiu dominado por economias asiáticas.


Tabela Demonstrativa: Ranking da Educação — Brasil (Pisa 2025)

Disciplina / Domínio Pontuação do Brasil Posição do Brasil no Ranking Média dos Países da OCDE Situação do Desempenho Nacional
Matemática 377 pontos 71º lugar (89 países) 463 pontos Crítica; estagnada e atrás de vizinhos da América Latina.
Ciências (Foco principal) 409 pontos 67º lugar (90 países) 482 pontos Regular; melhor resultado relativo do país.
Leitura 408 pontos 52º lugar (89 países) 463 pontos Estável; área mais próxima da média global.
Ferramentas Computacionais 406 pontos Fora do ranking regular 500 pontos Inédita; avaliou resolução de problemas digitais.

Fontes complementares: G1 Educação, Agência Brasil e CNN Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: g1 Ceará