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O salário mínimo nacional poderá subir dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.717 em 2027. A projeção foi apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado ao Congresso Nacional.
Se confirmado, o reajuste acrescentará R$ 96 ao piso nacional, uma alta nominal de 5,92%. A mudança afetará trabalhadores que recebem o mínimo e também aposentadorias, pensões, benefícios assistenciais e outros pagamentos vinculados ao piso.
Porém, o valor ainda não é definitivo e poderá mudar até o fim de 2026, conforme o comportamento da inflação.
Como o governo chegou aos R$ 1.717
O cálculo segue a política de valorização do salário mínimo estabelecida pela Lei nº 14.663/2023.
A fórmula considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) registrado dois anos antes. Para definir o mínimo de 2027, será considerada a expansão da economia em 2025.
O ganho acima da inflação, entretanto, está limitado pelas regras fiscais. Na projeção apresentada pelo governo, o aumento real ficou em 2,5%, além da reposição inflacionária.
Aumento será de R$ 96
Na comparação com o salário mínimo de R$ 1.621 vigente em 2026, o novo valor representaria um acréscimo mensal de R$ 96.
Em 12 meses, a diferença chegaria a R$ 1.152. Considerando também o 13º salário, o ganho nominal acumulado seria de R$ 1.248.
O novo mínimo valerá a partir de 1º de janeiro de 2027. Para trabalhadores assalariados, o primeiro pagamento com o valor reajustado será feito normalmente em fevereiro, referente ao trabalho realizado em janeiro.
Aposentadorias e BPC também serão reajustados
Se a projeção for confirmada, aposentados e pensionistas do INSS que recebem um salário mínimo também passarão a ganhar R$ 1.717.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos com pelo menos 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, também acompanhará o novo piso.
Seguro-desemprego e PIS/Pasep serão afetados
O seguro-desemprego também será influenciado, já que nenhuma parcela pode ficar abaixo do salário mínimo. Com o novo piso, o menor valor pago pelo programa passaria para R$ 1.717.
O abono salarial PIS/Pasep poderá chegar ao mesmo valor para quem tiver direito ao benefício integral. O pagamento é proporcional ao número de meses trabalhados no ano-base.
Contribuição do MEI também deve subir
O aumento do salário mínimo também elevará contribuições previdenciárias calculadas diretamente sobre o piso.
No caso do Microempreendedor Individual (MEI), a parcela destinada ao INSS corresponde, em regra, a 5% do salário mínimo. Se o piso chegar a R$ 1.717, essa parte do DAS passará para R$ 85,85.
Os segurados facultativos de baixa renda também pagarão R$ 85,85, enquanto aqueles inscritos no plano simplificado, com alíquota de 11%, terão contribuição próxima de R$ 188,87.
Os valores ainda são estimativas e dependem da confirmação oficial do salário mínimo de 2027.
Valor definitivo será conhecido no fim de 2026
Como os indicadores utilizados no cálculo ainda não estão fechados, os R$ 1.717 poderão ser revistos.
Até a oficialização do piso de 2027, permanece válido o salário mínimo de R$ 1.621. A projeção de R$ 1.717, entretanto, indica a continuidade da política de reajustes com reposição da inflação e ganho real.