Dezenas de milhares de espanhóis saíram às ruas em mais de 260 municípios da Espanha para protestar contra o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez e sua gestão da crise migratória.

As manifestações históricas ocorreram no enclave de Ceuta e em grandes metrópoles como Madri, Barcelona, Sevilha e Bilbao.

O que motivou os protestos?

Os atos foram convocados em resposta à entrada em massa de mais de 70 mil imigrantes ilegais em Ceuta ocorrida no final de julho.

A população e os partidos de oposição acusam o governo socialista de passividade, falta de controle nas fronteiras e de não proteger a integridade territorial espanhola.

Principais acontecimentos e cenários

Palavras de ordem e exigências: Os manifestantes carregavam bandeiras da Espanha e entoavam frases como "Ceuta é Espanha", "Sánchez está nos vendendo" e exigiam a renúncia imediata do primeiro-ministro, além do reforço fronteiriço e deportações.

Confrontos em Madri: Na capital espanhola, a polícia de choque precisou intervir com gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar grupos que tentaram bloquear ruas e veículos policiais.

Adesão massiva: Cidades do sul registraram forte mobilização, com estimativas da polícia local apontando cerca de 60 mil manifestantes apenas em Sevilha.

Contraprotestos: Grupos de esquerda e antirracismo também se mobilizaram em algumas cidades, gerando momentos de grande tensão e polarização ideológica no país.

O governo espanhol, por sua vez, tentou minimizar o caráter comunitário das manifestações, alegando que os protestos foram instrumentalizados por partidos de oposição com fins estritamente eleitorais e políticos para atacar a gestão de Pedro Sánchez.