Embora o conceito de "absurdo" seja subjetivo, economistas, empresários e contribuintes criticam amplamente a complexidade, a cumulatividade e as distorções do sistema tributário brasileiro.Abaixo estão detalhados os 6 tributos mais criticados do Brasil devido ao seu impacto no bolso do cidadão e na competitividade do país:


1. ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)

  • O que é: Imposto estadual sobre o consumo de produtos e serviços básicos.
  • Por que é criticado: Possui 27 legislações diferentes (uma para cada estado), gerando uma "guerra fiscal" caótica.
  • O absurdo: Cobra alíquotas altíssimas (muitas vezes acima de 25%) sobre itens essenciais como energia elétrica, internet e combustíveis, pesando proporcionalmente mais para a população de baixa renda. 

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2. PIS e COFINS (Contribuições Federais para a Seguridade Social)

  • O que é: Contribuições federais incidentes sobre o faturamento bruto das empresas.
  • Por que é criticado: Apresentam uma das legislações mais complexas do mundo, repletas de regimes cumulativos e não cumulativos.
  • O absurdo: Geram o efeito de tributação em cascata (imposto cobrado sobre outro imposto) ao longo da cadeia produtiva, encarecendo artificialmente o preço final de quase todos os bens. [1]


3. IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores)

  • O que é: Imposto estadual cobrado anualmente de proprietários de carros, motos e caminhões.
  • Por que é criticado: Não possui contrapartida direta (o dinheiro não vai necessariamente para asfaltar ruas).
  • O absurdo: Carros populares pagam taxas severas (geralmente entre 1% e 4% do valor do veículo), enquanto proprietários de iates, jatinhos e helicópteros historicamente ficam isentos desse imposto. [1, 2]


4. Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre a Poupança e Rendimentos

  • O que é: Retenção federal de imposto sobre os ganhos de investimentos financeiros.
  • Por que é criticado: Pune quem tenta se planejar financeiramente ou poupar para o futuro.
  • O absurdo: Em períodos de inflação alta, o rendimento de aplicações conservadoras mal cobre a perda do poder de compra. Mesmo assim, o governo tributa o ganho nominal, fazendo com que o investidor pague imposto sobre um lucro real que não existiu.


5. IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)

  • O que é: Imposto federal que incide sobre o desembaraço aduaneiro ou a saída de produtos das fábricas.
  • Por que é criticado: Encarece diretamente a produção industrial nacional e os bens de tecnologia.
  • O absurdo: Sua classificação fiscal gera distorções bizarras. Por exemplo, um bombom e um wafer recheado podem ter alíquotas completamente diferentes apenas pelo formato ou embalagem, forçando empresas a mudarem receitas para escapar do imposto. [1, 2, 3]


6. ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação)

  • O que é: Imposto estadual cobrado sobre heranças e doações.
  • Por que é criticado: É visto como uma dupla tributação sobre o patrimônio.
  • O absurdo: O cidadão trabalha uma vida inteira pagando impostos para comprar seus bens. No momento de sua morte, o Estado cobra novamente sobre o mesmo patrimônio para que ele seja transferido aos filhos ou herdeiros.


💡 Nota sobre a Reforma TributáriaO sistema tributário brasileiro passa por um período de transição devido à aprovação da Reforma Tributária. Tributos caóticos como o ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS estão sendo gradualmente extintos para dar lugar ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), adotando o modelo internacional de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) para tentar reduzir essa complexidade

FONTE/CRÉDITOS: Nixson Nagaura