A família brasileira que controla entre 75% e 85% do mercado global de nióbio é a família Moreira Salles.

Tradicionalmente conhecidos pelo setor bancário, eles possuem uma fortuna estimada em R$ 127,4 bilhões, o que os coloca no topo da lista de bilionários do país.

O controle do mineral é exercido por meio da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), uma empresa privada com sede e mina em Araxá, Minas Gerais

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Origem do Império e Negócio do Nióbio

  • Início na década de 1960: O patriarca Walther Moreira Salles foi convencido por investidores americanos a apostar no minério em Araxá em 1965. 

  • Visão de longo prazo: O nióbio não tinha grande valor comercial ou aplicação industrial clara na época. 

  • Investimento em tecnologia: A família financiou pesquisas mundiais por décadas para provar a utilidade do metal nas ligas de aço de alta resistência. 

  • Controle total: Em 2007, os Moreira Salles compraram a parte restante da sócia americana Molycorp. 

  • Venda de participações: Em 2011, venderam 30% da CBMM para consórcios da China, Japão e Coreia do Sul por quase US$ 4 bilhões, mas mantiveram 70% do negócio sob comando familiar. 

Os Quatro Irmãos HerdeirosO patrimônio e o controle da mineradora (através do braço de investimentos familiares BWGI) são divididos igualmente entre os quatro filhos de Walther Moreira Salles

Pedro Moreira Salles
Pedro Moreira Salles

Pedro Moreira Salles: O banqueiro do clã, presidente do conselho do Itaú Unibanco e o membro mais ativo no mercado financeiro.

Walter Salles Júnior
Walter Salles Júnior

Walter Salles Júnior: Cineasta de renome internacional, diretor de filmes aclamados como Central do Brasil e Ainda Estou Aqui.

João Moreira Salles
João Moreira Salles

João Moreira Salles: Documentarista, jornalista e fundador da revista de jornalismo literário Piauí.

Fernando Roberto Moreira Salles
Fernando Roberto Moreira Salles

Fernando Roberto Moreira Salles: Empresário que mantém um perfil focado na gestão dos negócios e filantropia da família.

O Poder da CBMM e do NióbioA importância desse negócio é geopolítica e estratégica: 

  • Gargalo mundial: O Brasil possui cerca de 98% das reservas ativas de nióbio do mundo. A CBMM atende sozinha cerca de 80% de toda a demanda do planeta.

  • Lucratividade absurda: Em 2025, o faturamento da mineradora foi de R$ 14,5 bilhões, registrando um lucro líquido impressionante de R$ 6,4 bilhões (uma margem líquida de 44%).

  • Aplicações de ponta: O nióbio é indispensável para tornar o aço mais leve e resistente, sendo vital na indústria aeroespacial (foguetes da SpaceX), oleodutos, turbinas de aviões, carros elétricos e superímãs. 

Além da mineração e do banco Itaú Unibanco, a família possui fatias em grandes companhias como a fabricante de calçados Alpargatas (dona da marca Havaianas) e a multinacional francesa de vidros Verallia.