Rio de Janeiro e Fortaleza — A poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intensificou a fiscalização sobre a elegibilidade e a regularidade partidária dos candidatos, alterando profundamente os rumos das campanhas estaduais.
O ministro Floriano de Azevedo Marques desferiu um duro golpe na disputa pelo Palácio Guanabara ao revogar a liminar que garantia a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio de Janeiro. Com o novo despacho, o tribunal determinou que os votos eventualmente recebidos pelo político fluminense sejam considerados nulos. 
O ministro Floriano de Azevedo Marques desferiu um duro golpe na disputa pelo Palácio Guanabara ao revogar a liminar que garantia a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio de Janeiro.
O ministro Floriano de Azevedo Marques desferiu um duro golpe na disputa pelo Palácio Guanabara ao revogar a liminar que garantia a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio de Janeiro.
A canetada no Rio de Janeiro ocorreu logo após o mesmo magistrado ter provocado um verdadeiro terremoto político no Nordeste.
No Ceará, Azevedo Marques havia assinado uma decisão que restringiu as propagandas eleitorais e suspendeu o uso de fundos públicos de Capitão Wagner (União Brasil), candidato ao Senado, e de Roberto Cláudio (União Brasil), candidato a vice-governador na chapa liderada por Ciro Gomes (PSDB).
No Ceará, Azevedo Marques havia assinado uma decisão que restringiu as propagandas eleitorais e suspendeu o uso de fundos públicos de Capitão Wagner (União Brasil), candidato ao Senado, e de Roberto Cláudio (União Brasil), candidato a vice-governador na
No Ceará, Azevedo Marques havia assinado uma decisão que restringiu as propagandas eleitorais e suspendeu o uso de fundos públicos de Capitão Wagner (União Brasil), candidato ao Senado, e de Roberto Cláudio (União Brasil), candidato a vice-governador na chapa liderada por Ciro Gomes (PSDB).

O imbróglio fluminense:
Garotinho fora do jogo
A decisão que barrou Anthony Garotinho atende a um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), que contestou a validade do registro do ex-governador. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) já havia mantido o indeferimento da chapa sob o entendimento de que Garotinho se enquadra na Lei da Ficha Limpa.
Ele possui uma condenação definitiva por improbidade administrativa dolosa relacionada a contratos de saúde pública dos anos de 2005 e 2006. 
Embora o ex-governador estivesse em campanha amparado por decisões provisórias anteriores, o ministro Azevedo Marques concluiu que "inexistem as condições de plausibilidade" para manter o status de candidato sub-judice na iminência do pleito. 
Impacto nas urnas: Como as urnas eletrônicas fluminenses já foram lacradas, o nome e a foto de Garotinho ainda aparecerão para os eleitores no domingo. Contudo, a Justiça Eleitoral já confirmou que os aparelhos registrarão os votos como integralmente nulos. 
Xadrez político: Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto no estado, a saída forçada de Garotinho altera drasticamente os cálculos matemáticos das chapas rivais, podendo favorecer uma definição da disputa ainda no primeiro turno.

    Bastidores e reviravoltas:
     A conexão com o Ceará
    O endurecimento do TSE sob a batuta de Floriano de Azevedo Marques ganhou traços dramáticos ao longo da semana.
    Antes de focar no Rio, o ministro interrompeu os repasses públicos e a inserção em rádio e TV das candidaturas de Capitão Wagner e Roberto Cláudio no Ceará.
    O caso cearense envolveu um conflito jurídico entre diretórios partidários locais e convenções de federações. 
    Contudo, após ser alvo de duras críticas e questionamentos públicos por parte de Wagner e Roberto Cláudio, o ministro Azevedo Marques declarou-se suspeito para continuar relatando o processo do Ceará. Ele alegou a existência de um fato superveniente de caráter sigiloso no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo um familiar seu, decidindo passar o processo adiante. 
    Apesar de a suspeição não anular automaticamente as restrições aos políticos do Ceará, a defesa deles recorreu rapidamente. Na sequência, o ministro André Mendonça assumiu o caso de forma extraordinária e derrubou integralmente as proibições, restabelecendo o tempo de propaganda e o acesso às verbas das campanhas de Capitão Wagner e Roberto Cláudio sob o argumento de garantir a estabilidade institucional a poucos dias da votação. 
    O cenário de judicialização extrema levou, inclusive, o senador Rogério Marinho (PL-RN) a protocolar uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que a conduta de Floriano de Azevedo Marques seja formalmente apurada.
    Enquanto o imbróglio cearense caminha para uma pacificação temporária nas urnas, no Rio de Janeiro a decisão contra Garotinho parece sacramentada, deixando o eleitorado fluminense sob o impacto direto das decisões de Brasília. 

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