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Candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB) anunciou a intenção de nomear um servidor da Polícia Civil do Estado como titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) caso seja eleito no pleito este ano.
Declaração do tucano foi feita em coletiva nesta segunda-feira, 31, após reunião particular com a Associação dos Delegados de Polícia do Ceará (Adepol-CE), na Torre Empresarial Iguatemi. Na ocasião, candidato tanto criticou a substitução da "meritocracia policial" por influências políticas, quanto projetou atender pedidos da categoria.
"Acabei de sair de uma reunião da Adepol, e indicam claramente isso, que foi desestruturado e o mérito foi substituído pelo tráfico de influência, pelo compadril e a polícia vai se desanimando e desestruturando. Porque a base de uma estrutura policial de mérito é a condição de que aquele que rende bem, que é decente e que trabalha com exação para cumprir o seu dever duro, difícil e arriscado de proteger população, ele tem que ser reconhecido pelos seus méritos e não pelo favorecimento dos poderosos do dia", sustentou Ciro.
Candidato continuou com a intenção sobre o secretariado: "Um dos meus compromissos é restaurar isso e vou adiantar aqui como primeira mão: Eu vou, como fui o único governador no passado, nomear um policial civil do Ceará para ser o secretário de Segurança. Não vou trazer mais gente de fora, que é basicamente esse erro que tem se cometido aqui no Estado".
Ciro, no entanto, ressaltou que secretário escolhido "vai ser policial do Ceará", mas que "não está escolhido ainda".
Ciro diz que o tema das câmeras no fardamento não foi debatido
O postulante voltou a ser questionado sobre a implementação de câmeras no fardamento de policiais e disse que o tópico não esteve dentra as pautas da reunião com a Adepol. "Ninguém falou sobre isso", limitou-se a responder.
Na última segunda-feira, 24, durante uma caminhada no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, Ciro havia sido categórico em resposta sobre as câmeras utilizadas por policiais. "Câmera? Eu sou contra. Por quê? Porque sou contra. O que eu quero é libertar a polícia no Ceará. Eles usam os policiais da forma mais trivial que puderem", disse na ocasião
Dias após a fala, candidato disse precisar estudar melhor o tema após resposta considerada "apressada" por ele.
"Eu dei uma resposta apressada, porque eu não parei para pensar nisso. Minha assessoria já me corrigiu, eu não tenho nenhum problema que eu não sou dono da verdade e eu vou parar para estudar melhor", afirmou na quinta-feira, 27, após debate promovido pelo Grupo de Comunicação O POVO no Cariri.
Ciro analisa pedidos da categoria
Ainda comentando a reunião, Ciro disse ter conversado com os representantes da Adepol sobre "superação dos gargalos " da segurança estadual.
"Conversamos sobre o medo da população, sobre o que pode ser feito para superar esse medo. A indicação de como trazer a polícia mais qualificada, mais motivada, mais interessada e mais eficaz na superação dos gargalos que estão aí. Nós temos, afinal de contas, no Ceará uma das piores taxas hoje no Brasil de esclarecimento de homicídios", disse.
Tucano diz estudar sobre a implementação de benefícios como o pagamento do adicional de risco de vida. "Eles estão pedindo que o Estado pague a eles o adicional direto de risco de vida. Será que existe alguma outra atividade, nesse Estado dominado por facções criminosas, que mereça mais o adicional de risco de vida do que o policial civil? Se o policial civil não merecer o adicional de risco de vida, qual é a categoria que merece? Eu não sei quanto custa, vou desdobrar, mas vou me esforçar durante muitos meses para implantar", alegou.
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