Divulgada nesta segunda-feira, dados da última pesquisa Quaest mostram que a preocupação com a corrupção aumentou seis pontos percentuais entre o eleitorado brasileiro, indo de 14% para 20%. O salto se deu no período em que a crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) escalou, com o pedido do ministro Alexandre de Moraes para investigar o colega André Mendonça. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.

Com o crescimento, a corrupção se tornou a segunda maior preocupação dos brasileiros na Quaest. Em terceiro lugar, aparece a economia, que também cresceu no período, indo de 16 pontos percentuais para 19. O tema que mais gera preocupação entre o eleitorado é a violência, que segue estabilizada em 31%.

Na semana passada, novos desdobramentos do escândalo revelaram mensagens em que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pede orientações a Moraes sobre como deveria agir dias antes de ser preso. O fim do sigilo sobre as mensagens — autorizado por Mendonça, relator do caso —aprofundou a crise na Corte, levando ao pedido formulado por Moraes.

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Segundo a Quaest, entre a direita não bolsonarista, a preocupação com a corrupção cresceu de 21 para 28 pontos. Já entre bolsonaristas o salto foi de dez pontos, indo de 18 para 28. Na esquerda não lulista, a corrupção cresceu de oito para 14 pontos, enquanto entre lulistas ela subiu de cinco para 12.

Dados da Quaest desta segunda-feira mostram um cenário de estabilidade nos índices de aprovação e rejeição do governo federal, com variações dentro do limite da margem de erro. No momento, Lula é aprovado por 43% dos eleitores, enquanto 50% desaprovam a gestão. Na pesquisa do dia 5 de agosto, o cenário era outro, com o petista mantendo a aprovação em 48% e sendo desaprovado por 47%. A queda de cinco pontos percentuais na aprovação está acima da margem de erro.

A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-01720/2026.

FONTE/CRÉDITOS: O Globo