O candidato ao Senado Capitão Wagner (União) classificou como “esquisita e esdrúxula” a decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impôs restrições à sua candidatura e à de Roberto Cláudio (União), candidato a vice-governador na chapa de Ciro Gomes (PSDB). A declaração foi dada nesta terça-feira (29), durante coletiva, um dia após a decisão.

Em caráter liminar, o ministro determinou que Wagner, Roberto Cláudio e os suplentes Prisco Bezerra e Lúcio Gomes sejam impedidos de participar de atos de propaganda eleitoral.

A decisão também suspende o recebimento e o uso de recursos públicos ainda não utilizados do Fundo Eleitoral pelos quatro candidatos e restringe a veiculação de propaganda eleitoral de Wagner no rádio e na televisão. O tempo de propaganda da chapa de Ciro também deverá ser recalculado, sem a participação da Federação União Progressista.

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A medida atende a um recurso apresentado pelos diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas, que questionam a decisão da Federação União Progressista de integrar a coligação “Unir para Mudar”, de Ciro Gomes.

As duas siglas haviam decidido, em convenções partidárias próprias, apoiar a candidatura à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). Em agosto, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) havia mantido, por 4 votos a 2, a validade da composição da federação na chapa de Ciro.

Wagner afirmou que ainda não foi oficialmente notificado da decisão. Segundo ele, porém, a equipe jurídica já está “tomando providências” para contestar a medida. Durante a coletiva, o candidato também levantou dúvidas sobre uma informação divulgada na imprensa a respeito de uma suposta atuação profissional da filha do ministro como advogada de um adversário político.

Wagner afirmou que, caso a informação seja confirmada, Floriano deveria se declarar suspeito.

“A decisão é esquisita, esdrúxula e traz uma série de dúvidas, até porque circula na imprensa a informação de que a filha do ministro é a advogada de um adversário nosso. Se confirmar isso, ele próprio deve se declarar suspeito e a decisão dele não tem qualquer fundamento”, afirmou.

A decisão é provisória e será submetida ao colegiado do TSE. O ministro determinou que o processo seja encaminhado para julgamento do plenário, onde os demais ministros poderão analisar o recurso que questiona a participação da Federação União Progressista na chapa de Ciro.

FONTE/CRÉDITOS: O Estado